Curitiba - O valor em dólares das exportações feitas pelas empresas com sede no Paraná cresceu 23,33% no ano passado, comparando-se com 2006. No total, os produtos paranaenses vendidos para o exterior somaram U$ 12,3 bilhões. Já as importações cresceram 50,83%, totalizando U$ 9 bilhões. Assim, a balança comercial do Estado fechou o ano com saldo positivo de U$ 3,3 bilhões. Apesar do aumento nas vendas, a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) afirma que, por causa da valorização da moeda brasileira em relação ao dólar, as receitas em real obtidas com as exportações estão em queda.
Em 2007, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as vendas das empresas paranaenses para outros países superaram a marca de U$ 1 bilhão mensais entre março e novembro. De acordo com a Fiep, foi a primeira vez que as exportações superaram este patamar por nove meses seguidos. Como comparação, em 2006, quando o total de exportações no ano atingiu U$ 10 bilhões, apenas julho e agosto apresentaram desempenho similar.
Mesmo com o resultado significativo, a Fiep ressalta que a receita das empresas que comercializam seus produtos com outros países está em queda. Cálculo feito pelo departamento econômico da entidade mostra que, enquanto o valor das vendas em dólar subiu 23,33% no ano passado, em reais o aumento foi de apenas 10,01%, tendência que vem sendo observada desde 2005. ''A valorização do real frente às moedas de circulação internacional continua impactando negativamente o faturamento derivado das exportações'', afirma o presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures.
Para o economista Maurílio Schmitt, coordenador do departamento, a manutenção do real valorizado pode resultar em redução das exportações no próximos anos. ''Num prazo maior as empresas passarão a reduzir a participação relativa do mercado externo'', diz. Segundo ele, isso só poderia ser compensado com uma melhoria na infra-estrutura do País.
Por outro lado, a Fiep reconhece que a baixa do dólar reduz o valor da produção de empresas que utilizam matéria-prima importada. Para Schmitt, esse é o principal motivo para as importações no Estado terem crescido 50,83% em 2007. O economista alerta ainda que, caso essa tendência seja mantida nos próximos anos, a balança comercial do Estado ficará próxima a zero até meados de 2011.

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