Exportações do Paraná caem 22,17%
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quarta-feira, 19 de julho de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A receita proveniente das exportações paranaenses teve queda de 22,17% em real e de 8,86% em dólar no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2005. Nos seis primeiros meses de 2006, o Paraná exportou US$ 4,29 bilhões enquanto em igual período do ano passado as exportações atingiram US$ 4,17 bilhões.
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e foram analisados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) e Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
''O principal motivo da queda na receita das exportações deve-se ao fato de o Paraná ainda pautar suas exportações principalmente em produtos básicos, que apresentaram o pior desempenho no semestre'', avalia o presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures. ''Se exportássemos só produtos industrializados a queda não seria tão drástica'', acredita. Outro agravante, destaca, é que a defasagem cambial reduz a receita em real das exportações.
De acordo com informações de economistas da Fiep, a exportação de produtos manufaturados não compensou a queda nas vendas para outros países de produtos básicos e semimanufaturados.
A receita em dólar das exportações de produtos básicos caiu 21,07% no primeiro semestre de 2006 em comparação com igual período de 2005. Em relação aos produtos semimanufaturados, a queda foi de 17,05% e de industrializados a redução foi de 0,55%. Considerando a receita em real, a exportação de produtos básicos no período ficou 32,67% menor; de semimanufaturados caiu 28,87% e de manufaturados foi 15,07% inferior.
Dos vinte produtos de maior peso relativo na economia do Paraná, que representam 60% das exportações do estado, 12 tiveram queda e apenas oito tiveram variação positiva. Os itens com variação negativa foram: automóveis com motor explosão, 1000, até 6 passageiros (-52,46%); automóveis com motor Explosão,1500, até 6 passageiros (-45,57%); grãos de soja (-36,13%); açúcar de cana, em bruto (-34,33%); bagaço e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja (-29,99%); bombas injetoras de combustível para motor diesel/semidiesel (-22,07%) e carnes de frango (-12,89%).
No entanto, alguns produtos mostraram desempenho favorável, como é o caso dos automóveis para dez passageiros ou mais, cuja exportação cresceu 130% no período; milho em grão com crescimento de 97%, madeiras coníferas, com aumento de 64%, e café solúvel com desempenho positivo de 5%.


