Exportações do Paraná aumentam 58,8%
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 29 de agosto de 2003
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba Dos três estados da região Sul, as exportações do Paraná foram as que mais cresceram nos primeiros sete meses deste ano em relação ao mesmo período de 2002. Conforme informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações paranaenses aumentaram 58,8% de janeiro a julho, totalizando US$ 3,9 bilhões, frente aos US$ 2,46 bilhões de igual período do ano passado.
O bom desempenho do Paraná com as exportações ajudaram a região Sul a obter superávit de US$ 5,54 bilhões, o maior do País, destacou levantamento do Secex, divulgado ontem. A balança comercial da região registrou, no período, o total de US$ 10,29 bilhões em exportações, superando em 32,2% US$ 7,78 bilhões de igual período do ano passado. As importações foram de US$ 4,74 bilhões.
O aumento das exportações foi sustentado pelo crescimento na venda de grãos de soja, com receita de US$ 781 milhões e participação de 19,9% no saldo da balança comercial do Estado. Bagaços e outros resíduos sólidos geraram receita de US$ 444 milhões e participação de 11,3% no mercado. O setor automotivo, registrou aumento de US$ 318 milhões e participação de 8,12% na balança comercial. O óleo de soja, com faturamento de US$ 214 milhões, participou com 5,4% do resultado.
Segundo o Secex, as importações tiveram queda de 0,59%, caindo de US$ 1,926 bilhão para US$ 1,915 bilhão, de um ano para o outro.
Como o agronegócio é o setor que garante as exportações do Paraná, enquanto os preços internacionais estiverem bons e o mercado mudial permanecer comprador, a tendência das exportações nesse setor é de crescimento, disse o economista e vice-reitor da Universidade Positivo (Unicemp), José Pio Martins. Já o setor automotivo pode não repetir o bom desempenho dos primeiros meses deste ano em função da estagnação da economia mundial.
De acordo com Martins, a estrutura do setor automotivo paranaense está voltada para atender o mercado exportador. Ocorre que a capacidade de produção de automóveis no mundo é maior do que a sua capacidade de consumir. Isso gera uma competição muito grande e num ambiente de recessão mundial, o desempenho das montadoras pode ser prejudicado, destacou.
Para Carlos Augusto Albuquerque, assessor da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), se depender do agronegócio o Paraná vai continuar com superávit na balança comercial. Segundo ele, mesmo com um câmbio mais realista as exportações até cresceram.


