As exportações brasileiras de frango no primeiro trimestre deste ano devem recuar cerca de 10% em volume e 20% em valor, segundo estimativa da Associação Brasileira dos Exportadores de Frango. A redução nos embarques de cortes de frango para o Japão, após a desvalorização cambial na região asiática, continua a ser o principal fator a pesar sobre as exportações brasileiras. ‘‘Este será um ano difícil para o setor. Nossa meta é manter os mercados conquistados’’, diz o diretor-executivo da Abef, Cláudio Martins.
Os números divulgados pela Abef, relativos aos dois primeiros meses do ano, mostram uma queda de 9,67% nas exportações de frango inteiros e de corte em comparação com o mesmo período de 97. Foram 97.310 toneladas este ano contra 107.723 t no primeiro bimestre de 97. As exportações de inteiros no primeiro bimestre recuaram para 63.444 t contra 68.669 t nos dois primeiros meses de 97. Já as exportações de cortes passaram de 39.053 t no primeiro bimestre de 97 para 33,866 t em janeiro e fevereiro deste ano.
A redução nos preços médios do frango no mercado externo fez a receita cambial com as exportações cair 25,32% no bimestre, segundo a Abef. No primeiro bimestre deste ano, as exportações renderam US$ 111,834 milhões contra US$ 149,743 milhões no mesmo período de 97.
Considerando as exportações no mês, fevereiro passado teve melhor desempenho que janeiro de 98, um mês atípico, segundo a Abef, e bastante afetado pela crise asiática. As exportações de inteiros e de cortes somaram 56.004 t em fevereiro contra 41.305 t no mês anterior. A receita cambial foi de US$ 63,302 milhões em fevereiro contra US$ 48,531 milhões em janeiro. De acordo com Martins, a melhora nas exportações em fevereiro se deve à entrada do Brasil no mercado da República Dominicana, que importa frangos inteiros.
Além do novo mercado, as exportações de inteiros para o Oriente Médio também cresceram, cerca de 5% em comparação com o mesmo mês de 97, e as para Argentina, 42% no mesmo período. No mercado de cortes, Martins diz que a expectativa é de melhora nos preços pagos pelo Japão a partir do segundo trimestre.

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