O Brasil fechou 2012 com um total de 581.477 toneladas de carne suína destinadas ao mercado externo. O volume representa uma alta de 12,6% se comparado a 2011. Ao todo, segundo o último levantamento realizado pela Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), o País arrecadou US$ 1,49 bilhão no ano passado, receita 4,21% superior à arrecadada em 2011. Para 2013, a entidade afirma que há uma expectativa de que o embargo russo à carne brasileira seja definitivamente resolvido neste ano e isso reflita nos negócios.
Em nota divulgada à imprensa, o presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto, explicou que para 2013 não é esperado um grande crescimento nas exportações nem no consumo interno do produto. Segundo ele, o índice deve ficar em 12,6%, o mesmo registrado no ano passado. Para tentar melhorar a comercialização para o mercado externo, o presidente da entidade frisa que a Abipecs pretende fomentar ainda mais os negócios com a China, além de prospectar cada vez mais novos mercados.
De acordo com dados fornecidos pela entidade, em 2012 a Ucrânia liderou as importações de carne suína do Brasil, com 138.666 toneladas, crescimento de 124,71% em relação a 2011. O segundo maior comprador foi a Rússia, com 127.071 toneladas, aumento de 0,5% se comparado ao ano anterior. O terceiro foi Hong Kong, com 124.702 toneladas, esse último registrou queda de 3,88% na comparação com 2011. Em quarto lugar ficou a Angola, que adquiriu 45.535 toneladas de carne suína brasileira, crescimento de 20,65%. Argentina e China, os dois últimos colocados representaram respectivamente 23.387 toneladas e 3.019 toneladas.

Paraná
O Paraná exportou em 2012 mais de 54,4 mil toneladas de carne suína, ficando em quarto lugar no ranking dos maiores estados exportadores do País. Em primeiro lugar ficou Santa Catarina (207,7 mil toneladas), seguidos do Rio Grande do Sul (174,2 mil toneladas) e Goiás (71,5 mil toneladas). Em 2011, o Paraná exportou 61,4 mil toneladas. Edmar Gervásio, pesquisador do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), afirma que o embargo russo e a redução nas exportações de alguns países, como Albânia e Haiti, motivaram a diminuição das exportações paranaenses.
De acordo com dados do Deral, com um rebanho de 5,5 milhões de matrizes, em 2012 o Paraná abateu 7,2 milhões de cabeças, ante 6,6 milhões referente a 2011. Em toneladas, o Estado deve fechar 2012 com uma produção 10% superior ao registrado no ano anterior, que foi de 629,6 milhões de toneladas.
Gervásio afirma que a indústria paranaense esperava que 2012 fosse um bom ano para o mercado interno e externo, o que não se confirmou devido aos embargos internacionais e a migração do consumidor brasileiro para a carne bovina e de frango, que tiveram preços mais atrativos em determinados períodos do ano passado. "Houve um aumento excessivo de produção no primeiro semestre do ano para atender a demanda, isso reduziu os preços do produto", observa. Gervásio salienta que a partir do mês de agosto, o valor do produto começou a se recuperar porque houve uma redução na produção de suínos.
De acordo com dados do Deral, o menor preço pago ao produtor paranaense pelo suíno raça foi em junho, vendido a R$ 1,82 o quilo. Já em dezembro, o valor saltou para R$ 3,10 o quilo, preço que animou os produtores. "Nesse mês, começou a haver um equilíbrio entre a oferta e a demanda do produto", completa Gervásio. Para 2013, o pesquisador estima que a média de preço ao suinocultor fique em torno de R$ 2,50. Segundo ele, esse valor não é o ideal, mas já proporciona uma pequena margem de lucro aos criadores.

Imagem ilustrativa da imagem Exportações de suínos somam US$ 1,49 bi em 2012
mockup