Exportações de móveis do PR têm alta
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segunda-feira, 12 de março de 2007
Das agências 
As exportações da indústria de móveis do Paraná aumentaram 14,64% em 2006 em relação ao ano anterior, segundo balanço divulgado ontem pela Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel). De acordo com o levantamento, o Estado foi o único do Sul do Brasil que apresentou crescimento no setor. O Paraná abriga um dos maiores pólos de indústrias de móveis do Brasil.
Os dados da Abimóvel apontam ainda que o faturamento global da indústria moveleira no país em 2006 cresceu 17,27%. Para 2007, a expectativa do setor é de um aumento ainda maior. ''Se forem mantidas as condições econômicas internas e externas, devemos ter um índice de crescimento superior ao de 2006'', avalia o presidente da entidade, José Luiz Diaz Fernandez
A Associação Brasileira informa também que, no País, o resultado das exportações ficou abaixo do apresentado pelo Paraná. Segundo os dados apurados pela entidade durante a Feira do Mobiliário, em Arapongas (37 km a oeste de Londrina) um dos maiores pólos moveleiros do País, as exportações do Brasil do setor caíram 4,56% em 2006 em relação a 2005.
Segundo os dados apurados pela Abimóvel, as exportações setoriais tiveram queda de 4,65% em 2006 em relação a 2005 devido principalmente ao câmbio desfavorável. Ainda assim, destaca a Abimóvel, a balança comercial do setor em 2006 é positiva, com um saldo de US$ 819 milhões. Ou seja: as exportações superaram as importações. ''Significa que o setor moveleiro continua a contribuir para o superávit comercial brasileiro'', destaca Fernandez. O setor busca trabalhar essa dificuldade (desvalorização do câmbio), investindo ainda mais na capacitação tecnológica e de melhoria de gestão, de processos e de design
Produção - Os índices regionais da produção industrial ajustados sazonalmente mostram queda em sete dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em janeiro ante dezembro. Todos atingiram taxas abaixo da média nacional (-0,3% no período, segundo divulgou o instituto na semana passada): São Paulo (-1,0%), Minas Gerais (-0,9%), Rio Grande do Sul (-1,0%), Pernambuco (-1,5%), Espírito Santo (-2,7%), Paraná (-3,4%) e Ceará (-3,5%).
Entre as áreas que ampliaram a produção, Bahia (10,8%) e Amazonas (9,4%) alcançaram as taxas mais expressivas. Na comparação com janeiro de 2006 - período em que houve alta de 4,5% no total do País -, os índices regionais apresentam expansão em todos os locais pesquisados, exceto no Ceará, que registrou queda de 5,4%, ''refletindo o forte impacto negativo vindo do setor de refino de petróleo e produção de álcool.''
De acordo com os dados, entre as áreas com taxas positivas, acima da média nacional, figuram Goiás (18,4%), Pará (10,6%), Amazonas (8,4%), Bahia (6,3%), Minas Gerais (6,2%), Rio Grande do Sul (6,2%), Pernambuco (5,1%), Região Nordeste (5,0%) e Espírito Santo (4,7%). Também com resultados positivos, porém abaixo do crescimento do Brasil, ficaram o Paraná (3,2%), São Paulo (3,1%), Santa Catarina (2,3%) e Rio de Janeiro (2,1%).


