A indústria de máquinas e equipamentos para madeira exportou US$ 27,8 milhões em 2005, o que corresponde a um aumento de 33,75% em relação aos US$ 20,8 milhões de 2004. No Paraná, o setor teve um crescimento nas exportações de US$ 6,6 milhões em 2004 para US$ 9,9 milhões em 2005, o que representa um crescimento de 50%. O Paraná é o segundo Estado que mais exportou e só perdeu para Santa Catarina.
''Os dois Estados são líderes nas exportações'', disse o presidente da Associção Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Newton de Mello, em Pinhais (na Região Metropolitana de Curitiba). Ele esteve presente ontem na abertura da Feira Internacional de Máquinas, Equipamentos e Produtos para Exportação e Industrialização da Madeira e do Móvel (Femade). A feira começou ontem e se estende até o dia 8 de abril no Expotrade, em Pinhais.
O faturamento da indústria de máquinas para madeira no Brasil fechou 2005 com US$ 75 milhões, valor 11% menor que em 2004. Este desempenho negativo foi ocasionado pela queda do dólar que provocou, por consequência, a redução das exportações nas indústrias de madeira e móveis.
De acordo com ele, a indústria de máquinas em geral, que emprega 200 mil funcionários no Brasil, teve uma redução nos postos de trabalho de 5% em fevereiro de 2006 contra o mês do ano anterior. ''Em 2006, vamos fazer uma verdadeira cruzada de convencimento do governo federal para que haja mudanças na política econômica introduzindo metas de desenvolvimento'', disse.
Ele contou que, nos primeiros dois meses de 2006 em relação ao mesmo período do ano passado, houve uma queda de 3% no consumo de máquinas no Brasil.
''Acreditamos que a palavra desenvolvimento estará mais presente na condução das políticas econômica e monetária do País, o que é muito auspicioso, pois sinaliza mais apoio ao setor produtivo. Esperamos que, em vez da insistente perseguição de metas inflacionárias e superávits primários, a atual gestão se sensibilize com aspectos importantes, como a redução das taxas de juros e a questão da taxa de câmbio, com a consequente valorização do dólar, que está reduzindo a competitividade do produto nacional no concorrido mercado externo'', avaliou.
No Paraná, a indústria de máquinas está representada ainda pelos segmentos de máquinas agrícolas, gráficas, máquinas-ferramenta, de papel e celulose, para a indústria de plástico, de refrigeração industrial e têxtil. Entre as principais companhias do Estado estão a CNH, Kvaerner, Maclinea, Giben, Trutzchchler, Bluunt, ABS, Molins e Hass. A Abimaq representa os interesses de 180 fabricantes de bens de capital instalados no Estado.

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