Exportações de frango já voltaram ao ritmo normal
O pior da crise econômica mundial já passou para a avicultura. Depois de uma redução nas exportações - registrada no primeiro bimestre deste ano - no último mês, o comércio internacional voltou a reagir. ''Os preços estão abaixo dos praticados antes da crise, mas houve o ganho cambial que anulou a queda de preços'', avalia Domingos Martins, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar). No entanto, já houve uma recuperação nos preços de US$ 150 a US$ 300 por tonelada, variável conforme o corte, e a avaliação é que neste ano o País terá um incremento de 9% e 10% no volume exportado e nos preços.
Até o ano passado o volume exportado era de cerca de 300 mil toneladas por mês (cerca de um terço do total produzido no País, estimado em cerca de 900 mil toneladas). Em janeiro foram comercializadas cerca de 220 mil toneladas e, em fevereiro, esta quantidade aumentou para 260 mil toneladas. No mês passado o volume voltou a subir, chegando a 310 mil toneladas. ''O Japão reduziu os negócios, que foram compensados pelos países árabes e asiáticos'', informou Martins. O Brasil é o maior produtor mundial de frangos, mas ocupa a segunda colocação nas exportações com 43% do mercado mundial.
A organização do setor - chamada de produção vertical - também contribuiu para minimizar os impactos da crise. Em outubro, o setor decidiu reduzir o número de aves alojadas de 500 milhões de cabeças por mês para 400 milhões de toneladas por mês. Diferentemente da carne suína, as aves estão incluídas na dieta dos brasileiros. Atualmente cada brasileiro consome cerca de 40 quilos de aves por ano. Além disso, é a proteína animal de menor custo. O diretor da Big Frango Valter Bampi acrescentou que a criação de frangos nacional tem o menor custo mundial, inclusive, adaptada às exigências internacionais. (F.M.)





