Exportações de carnes devem chegar a US$ 2,6 bilhões
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terça-feira, 29 de maio de 2001
Gecy Belmonte Agência Estado 
O ministro da Agricultura, Marcos Vinicius Pratini de Moraes, informou ontem que as exportações de carnes deverão passar de US$ 1,8 bilhão - registrados no ano passado - para US$ 2,6 bilhões até o final do ano. Esse aumento, segundo ele, ocorrerá independentemente da ocorrência de focos de febre aftosa no Rio Grande do Sul. Pratini explicou que há espaço para crescimento das vendas externas de carnes de frango, suíno e bovino, especialmente para a Europa.
A União Européia está começando a repensar a sua política de mercado comum, especialmente em função dos seus problemas internos de produção, afirmou, referindo-se a dizimação dos rebanhos europeus em função da doença da vaca louca e do retorno da febre aftosa. As exportações de carnes continuarão sendo feitas de outras regiões produtoras, livres da febre aftosa com vacinação, como já vem ocorrendo.
Durante a abertura do seminário Impacto da Mudança Tecnológica dno Setor Agropecuário na Economia, promovido pela Embrapa, no auditório Nereu Ramos, da Câmara de Deputados, Pratini disse que o mercado interno também desempenha papel importante no comércio de carnes. Informou que do total da produção nacional de carne bovina (6,6 milhões de t), o Brasil exporta penas 9%, enquanto da produção de carne de frango (5,9 milhões de t) exporta 16% e da produção de carne suina (1,9 milhão de t) exporta 5%. Ou seja, grande parte da produção de carnes é absorvida pelo mercado interno. A projeção do Ministério da Agricultura para este ano, é a de que as exportações de carne bovina passarão de US$ 800 milhões para US$ 1,2 bilhão, enquanto as vendas externas de frango e de suino deverão passar de US$ 900 milhões para US$ 1,2 milhão e de US$ 160 milhões para US$ 300 milhões, respectivamente.


