Enquanto alguns segmentos ligados ao setor da carne registraram quedas nas exportações em maio deste ano, como o de carne bovina in natura, o mercado suinícola comemora o crescimento de 18,1% em volume embarcado no mês passado em relação ao mesmo período de 2014. Os dados são do último levantamento realizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ao todo, foram exportadas em maio deste ano 45,4 mil toneladas de carne suína in natura e processados, contra 37,8 mil toneladas exportadas em maio do ano passado.
Em receita, contudo, o total arrecadado em maio deste ano foi 8% menor na mesma base de comparação, com uma arrecadação de US$ 111,8 milhões. Maio foi o único mês de 2015 com resultados positivos em termos de volume para as exportações de carne suína. De janeiro a maio deste ano foram enviadas para o mercado externo 181,1 mil toneladas, volume 7,8% inferior se comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 166,98 mil toneladas.
O menor volume ocasionou em uma menor arrecadação do setor. Ao todo, foram arrecadados nos primeiros cinco meses deste ano US$ 432,5 milhões, valor 19,5% inferior em relação ao início de 2014. Rui Eduardo Saldanha, vice-presidente da área de suínos da ABPA atribui a queda na receita devido à redução de preços no mercado internacional. Ele avalia que a crise econômica na Rússia contribuiu para a diminuição nos preços, já que o país importou menos carne, o que elevou a oferta do produto.

Estado

No Paraná, as exportações estão em pleno processo de recuperação. Só em maio, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Estado exportou 5,55 mil toneladas, ante 3,42 mil toneladas exportadas em maio de 2014.
Em receita, o Paraná arrecadou em maio deste ano US$ 13,5 milhões, contra US$ 9,3 milhões compilados no mesmo período do ano anterior. De janeiro a maio, o volume embarcado pelo Paraná em 2015 somou 20,4 mil de toneladas, contra 16,3 mil toneladas no comparativo com os primeiros cinco meses do ano passado.
Edmar Gervásio, técnico do Deral, afirma que o bom resultado obtido pelo Estado se deve à retomada das importações pela Rússia, que voltou a comprar a carne paranaense em agosto do ano passado. Só em maio deste ano, os russos adquiriram 1,2 mil toneladas de carne do Estado. Gervásio afirma que não há um motivo específico para essa retomada, sendo apenas uma questão de mercado. "Não podemos falar em crescimento, mas sim em retomada de nossas exportações", destaca Gervásio.
De acordo com a ABPA, a Rússia continua sendo o maior importador da carne suína brasileira. Os russos adquiriram nos cinco primeiros meses do ano 73,9 mil toneladas da proteína, volume 20,1% superior ao embarcado nos cincos primeiros meses do ano anterior. Hong Kong foi o segundo maior importador no período, com 43,7 mil toneladas. Contudo, o volume embarcado para o país reduziu 9% no comparativo com janeiro a maio de 2014.

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