Exportações de carne frango crescem 30% em junho
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quinta-feira, 16 de julho de 2015
Ricardo Maia <br>Reportagem Local 
No mês de junho as exportações brasileiras de carne de frango registraram volume recorde. Segundo o último levantamento realizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a soma dos embarques de produtos inteiros, cortes, salgados, processados e embutidos foi de 395,7 mil toneladas, volume 30% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Esses embarques geraram uma receita de R$ 2,1 bilhões, 52,3% superior em relação ao contabilizado em junho de 2014, quando fechou em R$ 1,09 bilhão.
De acordo com a ABPA, no primeiro semestre deste ano, as exportações de carne de frango totalizaram 1,99 milhão de toneladas, volume 2% maior em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 1,95 milhão de toneladas. Em receita, o crescimento foi de 18% neste primeiro semestre em relação à mesma base de comparação. Ao todo, foram arrecadados R$ 10,22 bilhões.
O volume embarcado de cortes atingiu a marca de 1,165 milhão de toneladas no primeiro semestre, valor 12,9% maior em relação a 2014. Os embarques de frango inteiro atingiram a marca de 631,3 mil toneladas, queda de 10,8% no mesmo comparativo. E o envio de carnes salgadas foi de 80 mil toneladas, registrando uma queda de 5,2% em relação aos seis primeiros meses de 2014.
Um dos motivos desse crescimento em volume, no geral, foi o incremento do Oriente Médio em suas compras neste primeiro semestre em 6,5%. Até junho, o país adquiriu do Brasil 719,5 mil toneladas de carne de frango. Na segunda posição ficou a Ásia, com 586,5 mil toneladas, alta de 3,9%. A África ficou em terceiro lugar, importando 259,2 mil toneladas. A União Europeia foi o quarto maior mercado para o frango brasileiro, responsável pela importação de 185,6 mil toneladas no primeiro semestre. Este último resultou em uma queda de 6,7% sobre o mesmo período do ano passado.
O Paraná continua na liderança das exportações de carne de frango do Brasil. De janeiro a junho deste ano, o Estado embarcou 690 mil toneladas, volume que representou 35,3% da pauta das exportações brasileiras do setor. No primeiro semestre de 2014 o Estado enviou 588,02 mil toneladas da proteína. Os dados em receita ainda não foram contabilizados.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, explica que a busca constante por novos mercados, em especial a China, tem trazido bons resultados para o setor. "A tendência mundial é o consumo de carne de aves e o Brasil, principalmente o Paraná, está preparado para atender o mercado", salienta o presidente da entidade.
Martins destaca que em muito pouco tempo o Estado representará 50% da pauta das exportações brasileiras de carne de frango. O motivo, destaca ele, é o alto grau de investimento em novas tecnologias destinadas ao setor, como aviários modernos, cadeia produtiva organizada, empenho dos avicultores, entre outros predicados da avicultura paranaense. Ele completa que o setor cooperativista tem uma forte contribuição para o atual sucesso da cadeia produtiva do Estado.
Para o segundo semestre, a avicultura brasileira está otimista em relação à produção e também à exportação de carne de frango. De acordo com uma estimativa realizada pela ABPA, o País pode chegar a produzir até o final do ano 13 milhões de toneladas de proteína, contra 12,4 milhões de toneladas produzidas em 2014. Com isso, o Brasil deve passar a China que produz, em média, 13 milhões de toneladas por ano.
A entidade também estima que o consumo per capita deverá apresentar um crescimento, devendo passar de 44,5 quilos por habitante/ano para 45 quilos por hab/ano. Para que isso ocorra, Francisco Turra, presidente da ABPA, aponta que é preciso realizar sucessivas campanhas para incentivar o consumo da proteína. Em relação às exportações, a entidade espera um crescimento de 5% neste ano, motivado principalmente pela elevação nos embarques destinados para os mercados que entraram recentemente na pauta das exportações brasileiras como Malásia, Paquistão e Myanmar, na Indonésia.


