Por­to Ale­gre - O Bra­sil ex­por­tou 255 mil to­ne­la­das de ar­roz de mar­ço a ­maio, pri­mei­ro tri­mes­tre do ­atual ano-sa­fra, num au­men­to de 70% em re­la­ção ao mes­mo pe­río­do de 2008. O vo­lu­me cor­res­pon­de a 57% da ex­por­ta­ção pre­vis­ta pe­la Com­pa­nhia Na­cio­nal de Abas­te­ci­men­to (Co­nab) pa­ra to­do o ano-sa­fra, que ter­mi­na­rá em fe­ve­rei­ro de 2010, ob­ser­vou o as­ses­sor de mer­ca­do do Ins­ti­tu­to Rio­gran­den­se do Ar­roz (Ir­ga), Mar­co Au­ré­lio Ta­va­res.
As ope­ra­ções de ar­roz em con­têi­ne­res fo­ram des­ta­que em ­maio, com 22 mil to­ne­la­das. O vo­lu­me re­pre­sen­tou 38% do ar­roz em­bar­ca­do no mês pas­sa­do. En­tre mar­ço e ­maio de 2009, o em­bar­que em con­têi­ne­res cres­ceu 117%, em re­la­ção a 2008.
  Ape­sar do cres­ci­men­to de 70% no acu­mu­la­do, em ­maio as ex­por­ta­ções fo­ram 24% me­no­res an­te o mes­mo mês de 2008, o que in­di­ca um ce­ná­rio di­fe­ren­te do en­con­tra­do no ano pas­sa­do, co­men­tou Ta­va­res. Os ana­lis­tas coin­ci­dem na pre­vi­são de que o mer­ca­do in­ter­na­cio­nal de ar­roz não se­rá tão fa­vo­rá­vel es­te ano quan­to em 2008. Em ­abril de 2009, os pre­ços atin­gi­ram re­cor­des no mer­ca­do mun­dial, fa­ci­li­tan­do a co­lo­ca­ção do pro­du­to bra­si­lei­ro. As im­por­ta­ções de ar­roz cres­ce­ram 74% de mar­ço a ­maio no Bra­sil, pa­ra 215 mil t.
  Os ne­gó­cios com ar­roz em cas­ca fo­ram len­tos em ­maio no mer­ca­do in­ter­no, con­for­me aná­li­se do Cen­tro de Es­tu­dos Avan­ça­dos em Eco­no­mia Apli­ca­da (Ce­pea). As in­dús­trias ofe­re­ce­ram pre­ços abai­xo do cus­to de pro­du­ção, se­gun­do os agri­cul­to­res ou­vi­dos pe­lo Ce­pea. Os pro­du­to­res, por sua vez, ne­go­cia­ram pe­que­nos lo­tes, su­fi­cien­tes ape­nas pa­ra sal­dar com­pro­mis­sos. O pre­ço mé­dio em ­maio ­caiu 5,23%, an­te ­abril, no le­van­ta­men­to do Ce­pea-­Esalq/BM&FBo­ves­pa, pa­ra o pro­du­to com 58% de ­grãos in­tei­ros no Rio Gran­de do Sul (R$ 26,27/sa­ca). O in­di­ca­dor apre­sen­tou re­cuo pe­lo ter­cei­ro mês con­se­cu­ti­vo em ­maio. No ano, acu­mu­la bai­xa de 19,85%, con­for­me o Ce­pea.

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