São Paulo - As exportações de álcool combustível deverão crescer 50% na safra 2002/2003, atingindo a marca de 600 milhões de litros, de acordo com as projeções da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica). Segundo o presidente da entidade, Eduardo Pereira de Carvalho, várias iniciativas espalhadas pelo mundo com o objetivo de viabilizar o álcool combustível como aditivo à gasolina estão servindo para consolidar um mercado internacional. ‘‘Se há três anos falássemos de exportação de álcool seríamos taxados de malucos’’, disse Carvalho.
Na safra passada, os usineiros do Centro-Sul já haviam experimentado um crescimento significativo das vendas para o mercado externo, que saltaram da faixa de 100 milhões de litros a 150 milhões de litros para um total de 400 milhões de litros. Entre os mercados atendidos, Carvalho destacou Japão, Hong Kong, Cingapura e o mercado norte-americano, por meio do Caribe.
O presidente da Unica diz que as vendas externas de álcool podem superar as expectativas. Entre as várias frentes que estão na mira dos usineiros, a principal talvez seja o rico mercado norte-americano. Os usineiros acompanham atentamente as discussões visando o banimento do MTBE como aditivo em vários Estados norte-americanos. Esse movimento deverá determinar a criação paulatina de um mercado para o álcool como aditivo à gasolina que deverá atingir o volume de 19 bilhões de litros em 2010, estima a Unica.
Segundo Carvalho, uma comitiva de usineiros brasileiros deverá mostrar na Califórnia, na próxima semana, as vantagens do produto brasileiro, que ganha em competitividade do álcool feito a partir do milho nos Estados Unidos. A expectativa era de que o banimento do MTBE começasse a vigorar em janeiro de 2003 no Estado da Califórnia, com a inauguração para o álcool de um mercado estimado em 2,5 bilhões de litros, informa Carvalho.

mockup