Na contramão do que aconteceu no País em janeiro, as cooperativas paranaenses começaram o ano com o pé direito e ótimos números de exportações. Enquanto a média nacional sofreu queda de 17% em comparativo ao mesmo período do ano passado - de US$ 461,7 milhões para US$ 381 milhões -, no Estado o número saltou foi de US$ 88,7 milhões para US$ 114,5 milhões, alta de 29%. Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Em relação às importações mensais do País, houve decréscimo de 30,2% no mesmo comparativo: de US$ 23 milhões para US$ 16 milhões. O Paraná foi o estado que mais adquiriu insumos e outros produtos: foram US$ 9,9 milhões, representando 60,7% do total das importações deste segmento. Santa Catarina (US$ 3,2 milhões, 19,5%), Rio Grande do Sul (US$ 1,1 milhão, 6,9%), São Paulo (US$ 995,1 mil, 6,1%) e Mato Grosso do Sul (US$ 416,5 mil, 2,5%) completam a lista. O saldo da balança comercial das cooperativas, portanto, foi positivo em US$ 364 milhões, valor 16,8% abaixo do resultado mensal de 2013, quando houve superavit de US$ 438 milhões.
Entre os principais produtos exportados pelas cooperativas no primeiro mês de 2014 destacam-se o açúcar bruto (com vendas de US$ 72,1 milhões, representando 18,9% do total exportado pelas cooperativas), carne de frango (US$ 70,9 milhões, 18,6%), açúcar refinado (US$ 57,3 milhões, 15,0%), farelo de soja (US$ 41,2 milhões, 10,8%) e etanol (US$ 38,4 milhões, 10,1%).
O analista técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti, comenta que esse aumento acentuado no início de ano é justificado por um estoque de farelo de soja que o Estado ainda possuía e também pela forte demanda internacional do mercado de carnes. "Quem puxa as exportações das cooperativas brasileiras são os estados do Paraná e São Paulo. Em janeiro, houve retração nos envios do estado vizinho porque eles já haviam mandado boa parte da produção de açúcar. Em contrapartida, nós ainda tínhamos um estoque do complexo soja."
Outro ponto interessante citado por Mafioletti é que após dois anos de instabilidade, a comercialização de frango fora do País voltou a ficar aquecida, e deve continuar movimentando os portos paranaenses. No ano passado, o Estado fechou como líder de exportação no segmento cooperativas, um total de US$ 2,4 bilhões dos US$ 6 bilhões de todo o País, ou seja, 39% do total. "Apesar da quebra de safra, devemos manter os mesmos patamares de produção do ano passado, e acredito que as exportações devem crescer entre 5% e 10%", complementa o analista.

Imagem ilustrativa da imagem Exportações das cooperativas do Paraná crescem 29%
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