A balança comercial (relação entre as exportações e as importações) da região de Londrina já registra saldo positivo, na comparação entre os dez primeiros meses deste ano e 2005. Até outubro o saldo está favorável em US$ 408 milhões, o que mostra um crescimento médio das exportações em volume comercializado de 8,5%. Apesar do aumento, o índice é bem mais modesto do que a média nacional, que entre janeiro e agosto deste ano, cresceu 15,87%. Os dados regionais se referem à área de abrangência da Delegacia da Receita Federal de Londrina, que compreende 63 municípios.
''A região vem sendo penalizada pelo desempenho ruim das commodities, o item principal do nosso comércio exterior'', observa o economista Azenil Staviski, professor universitário. Enquanto as exportações regionais cresceram 8,5% de janeiro a outubro deste ano com relação a 2005, as importações registraram aumento de 8,2% no mesmo período. Os índices mostram que, na região, de cada US$ 1 recebido pelas exportações, US$ 0,45 saem através das importações. Neste caso, o panorama nacional é pior do que o regional. No País, para cada US$ 1 exportado, US$ 0,62 é importado.
Até outubro, o item que mais foi exportado foram os alimentos e bebidas, que gerou um faturamento de cerca de US$ 388,5 milhões. Em seguida, os insumos industriais (matéria-prima utilizada na fabricação de itens manufaturados) geraram mais receita: pouco mais de US$ 293 milhões; outros bens de consumo trouxeram à região US$ 37 milhões; bens de capitais e peças geraram US$ 28 milhões; e equipamentos de transporte, peças e acessórios US$ 5,3 milhões. O ponto negativo, neste caso, é que os exportadores perderam receita na conversão para o real de 2006 para 2005.
''Na conversão, a receita caiu 2,1%. Os exportadores têm conseguido algum ganho em dolár, mas perdem na moeda nacional devido à apreciação do real'', salienta o economista. Na sua avaliação, o desequilíbrio cambial está descapitalizando todos os segmentos exportadores, com a redução da margem de lucro. ''As empresas terão suas capacidades de produção abaladas e isso pode gerar desemprego e o não desenvolvimento de projetos de ampliação ou melhoria da infra-estrutura industrial. As empresas ficam descapitalizadas'', observa.
Dentro da regional da delegacia da Receita, Londrina foi a que mais vendeu seus produtos no exterior neste ano, gerando recursos de R$ 935 milhões. Arapongas vem na segunda posição com volume de negócios de R$ 355,5 milhões, seguida por Cornélio Procópio (R$ 178,3 milhões), Apucarana (R$ 96,1 milhões), Jacarezinho (R$ 58,3 milhões), Bandeirantes (R$ 12,6 milhões) e Porecatu (R$ 6 milhões). A região de Santo Antônio da Platina não registrou exportações entre janeiro e outubro deste ano.
Importações - Já as importações cresceram 8,2% entre janeiro e outubro deste ano com relação ao ano passado. De longe, os itens que mais foram importados foram os insumos industriais, que tiraram cerca de R$ 622,4 milhões. Bens de capitais e peças tiraram R$ 77,2 milhões; seguidos por outros bens de consumo (R$ 24,2 milhões), alimentos e bebidas (R$ 16,5 milhões), equipamentos de transporte (R$ 8 milhões) e combustíveis e lubrificantes (R$ 1,1 milhão). Entre os oito postos da Receita na região, a região de Londrina foi a que mais importou: foram negociados R$ 645 milhões.
Em seguida, está a agência de Arapongas com R$ 67,9 milhões, Jacarezinho (R$ 16,9 milhões), Apucarana (R$ 12,3 milhões), Bandeirantes (R$ 4 milhões), Cornélio Procópio (R$ 2,3 milhões), Santo Antônio da Platina (R$ 97,7 mil) e Porecatu (R$ 82,4 mil).

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