Exportações crescem 43,2% na 1ª semana
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005
Denise Chrispim Marin<br>Agência Estado 
Brasília - O comércio exterior do Brasil apresentou, na primeira semana de fevereiro, maior fôlego que o verificado em janeiro passado - cujo desempenho havia surpreendido até mesmo os setores mais otimistas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Os quatro dias úteis da semana fecharam com um superávit comercial de US$ 600 milhões e registraram crescimentos de 43,2% na média diária de exportações e de 46,3% na de importações, em comparação com os dados de fevereiro de 2004. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o saldo positivo acumulado nas cinco primeiras semanas deste ano alcança US$ 2,783 bilhões.
Apesar dos dados positivos registrados até a semana passada, a Secex trabalha com a expectativa de as importações tomarem um impulso ainda maior que o das exportações ao longo deste ano - tendência que já pode ser notada no crescimento de desembarques maior que o de embarques neste início de fevereiro. Este desempenho seria decorrente da apreciação do valor do real em relação ao dólar, da expectativa de aumento das compras de matérias-primas e de bens intermediários importados e do desaquecimento da demanda mundial. Em princípio, o MDIC estima exportações de cerca de US$ 108 bilhões no ano e um saldo positivo em torno de US$ 30 bilhões.
Na primeira semana de fevereiro, entretanto, as exportações somaram US$ 1,820 bilhão, o que significou uma média diária de embarques de US$ 455,0 milhões. Esses números foram impulsionados principalmente pela expansão de 49,2% nas vendas de manufaturas (em especial, de chassis com motor, de polímeros de etileno, de tratores, de veículos de passageiros e de carga, de motores para veículos, de telefones celulares, de autopeças e calçados etc.), em comparação com as de fevereiro do ano passado.
Mas também foram beneficiados pelos aumentos de 40,0% nas exportações de itens semimanufaturados, como o alumínio em bruto, o óleo de soja, o açúcar.


