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O Brasil fechou o primeiro quadrimestre deste ano com exportação de 8,7 mil toneladas de mel, alta de 39% em relação ao mesmo período do ano passado. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. No Paraná, o índice é ainda maior.
De acordo com o médico veterinário Roberto de Andrade da Silva, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), de janeiro a abril deste ano o Estado vendeu 1,3 mil toneladas de mel ao mercado externo. O crescimento é de 50% com relação ao primeiro quadrimestre de 2003.
O aumento expressivo das exportações nacionais decorre de uma conjuntura internacional favorável. A China - maior produtora mundial - teve seu produto rejeitado pelo mercado por oferecer produtos oriundos de regiões onde há utilização de agrotóxicos. ®MDBO¯®MDNM¯
As vendas externas de mel são são crescentes desde 2002. Neste ano, o País comercializou 12,6 mil toneladas, ante o total de 19,3 mil toneladas negociadas em 2003. No mesmo período, as vendas do Paraná aumentaram de 848 mil toneladas para 1,9 mil toneldas. ''Com as exportações, a atividade passou a ficar interessante para os apicultores brasileiros'', analisou Roberto. A cotação do mel, no mercado internacional, é de US$ 2,6 por quilo.
Estimativas do setor indicam que, no ano passado, o País produziu 40 mil toneladas de mel. A produção paranaense foi de pelo menos seis mil toneladas. Segundo Sebastião Ramos Gonzaga, presidente da Associação Paranaense de Apicultores (APA), há 35 mil produtores de mel no Estado.
A atividade é mais expressiva em regiões de topografia acidentada, com bosques e matas ciliares. Nas regiões onde a principal atividade econômica é a agricultura intensiva, a apicultura é incipiente. ''Nesses locais não há florestas'', disse. A utilização de agrotóxicos, nas lavouras dessas áreas, também impede a atividade porque elimina as abelhas. ''A safra paranaense só não é maior porque falta lugar para manter os apiários'',afirmou.

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