Curitiba - As exportações da indústria avícola do Paraná tiveram uma queda de 13% em volume e de 8% em valor financeiro, contabilizado em dólar no primeiro semestre deste ano comparado com o mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2005 foram exportados US$ 384,282 milhões contra US$ 354,645 milhões no primeiro semestre de 2006. Em volume, a redução foi de 379,432 milhões para 330,815 milhões.
  O presidente do Sindicato da Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, explicou que as exportações tiveram redução em função da queda dos preços internacionais do frango e da queda do dólar. Além disso, os estoques internacionais estão altos.
  Os abates no Estado apresentam um pequeno crescimento de 1% em junho em relação a maio e passaram de 79,942 milhões para 81,090 milhões de cabeças. ‘‘O crescimento dos abates é positivo, pois tem como base as aves de descarte. Isso sinaliza que o setor está trabalhando para se fortalecer, sabendo que o mercado de exportação não deve apresentar crescimento significativo nos próximos meses‘‘, disse.
  Segundo ele, a tendência a partir de agora é que o número de abates reduza já que a produção de frangos vai sofrer um ajuste de pelo menos 10% em todo o Brasil. A meta é desacelerar a produção e diminuir o total de pintos alojados no País de 376 milhões de cabeças, em maio, para 330 milhões. Com isso, a expectativa é manter oferta e procura em equilíbrio.Martins disse que esta é uma forma de minimizar o excesso de oferta que pode acontecer dentro de dois ou três meses. ‘‘Hoje, os preços praticados não remuneram a atividade‘‘, disse.
  O excesso de oferta trouxe vantagens para o consumidor final. No varejo, o preço do frango caiu 42% entre setembro de 2005 e junho de 2006. Hoje, o quilo do produto é vendido entre R$ 1,39 e
R$ 1,50 o quilo.
  Uma das alternativas que a indústria avícola buscou para reduzir as perdas é aumentar o volume das preparações alimentícias e pratos semiprontos de frango exportados no primeiro semestre. Neste ano, já foram exportados US$ 22,47 milhões e 9,89 milhões de quilos dessas preparações. No mesmo período no ano passado as exportações desse segmento foram de apenas US$ 3,44 milhões e 1,87 milhão de quilos.
  Domingos ressaltou que a doença de Newcastle identificada no Rio Grande do Sul ainda não trouxe nenhum reflexo negativo para o Paraná. ‘‘A comunidade internacional entendeu que é um caso localizado‘‘, disse. Até agora, 38 países deixaram de comprar do Rio Grande do Sul.

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