Exportação supera embargos da Rússia e Argentina
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quinta-feira, 14 de junho de 2012
Reportagem Local 
Após exatamente um ano da suspensão temporária do comércio de carne suína Brasil-Rússia hoje, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ainda tenta resolver o impasse nos embarques provenientes dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso para o mercado russo. Na segunda semana de julho, uma comitiva ministerial brasileira tenta uma solução para as suspensões do comércio no mercado russo e das cotas de importação de trigo. Neste período, o Brasil incrementou novas frentes de negociações com os mercados chinês, americano, japonês, entre outros.
O Ministério também aguarda a visita de uma comitiva russa no mês de julho para avaliar tecnicamente os laudos de equivalência sanitária. O ministério já encaminhou a documentação para a tramitação.
Este é o quarto episódio de restrição à carne brasileira em dez anos. Nos últimos doze meses, 35 estabelecimentos foram autorizados a voltar a comercializar. Do total, dez são empresas de frango, 15 de bovinos, quatro de suínos, dois de envoltórios, dois de miúdos e dois de indústria de rações.
Os dados da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Mapa destacam que as exportações de carne suína brasileira cresceram no mês de maio deste ano em quantidade, valor exportado e preço médio recebido no comparativo do mesmo período de 2011. O fator decisivo foi a desvalorização do real frente ao dólar de 23,1% entre maio/2011 e maio/2012.
A comparação do período de maio deste ano, mesmo com os embargos da Rússia e da Argentina às carnes suínas brasileiras, com maio do ano passado, quando não havia embargos desses dois países, mostra que as exportações aumentaram. Em maio de 2011, as vendas de carne suína registraram R$ 203,9 milhões correspondendo a 44,9 mil toneladas, ao preço médio de R$ 4.536,87 a tonelada. Já para o mês de maio de 2012, as exportações foram de R$ 274,3 milhões com 53,3 mil toneladas, ao preço médio de R$ 5.147,59/tonelada.


