Na opinião de Luiz Fernando de Andrade Leite, presidente da Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (Acenpp), exportar produtos agropecuários reflete diretamente na melhoria de renda dos agricultores e ainda estimula os produtores da região.
A Acenpp foi fundada em 2008 e em 2009 já deu início às exportações. No ano passado, os 109 produtores da entidade produziram 58 mil sacas de café e exportaram 6 mil delas. Exportar, segundo Leite, agrega valor ao produto. ''Agora precisamos regularizar a oferta e melhorar a logística'', comentou. O trabalho de exportação do grupo foi um dos casos de sucesso apresentados ontem durante o 1º AgroEx - Seminário do Agronegócio para Exportação.
Outro grupo que deu início aos processos de adequação da produção para alcançar o mercado externo é o da Associação de Produtores de Mel de Ortigueira (Apomel). A presidente da entidade, Ana Mozuski Kutz, conta que já exporta sua produção - por meio de entrepostos - mas que tem trabalhado para que todos os 50 produtores da associação possam exportar juntos.
''Principalmente para os pequenos, a melhoria da renda familiar será o mais importante'', afirma. Este ano, por exemplo, a produtora tem recebido R$ 4 por cada quilo de mel vendido no mercado interno e R$ 4,80 para o mercado externo.
Segundo Ana, ela e os demais produtores têm participado de cursos de capacitação, seminários - como o de ontem - e atuado junto a parceiros como o Sindicato Rural e o Sebrae para tirar do papel as ações de exportação. ''Nossa expectativa é de que até o final do ano a gente tenha condições de exportar por meio da associação'', diz.
Conforme Narciso Pissinati, presidente do Sindicato Rural de Londrina, uma das entidades promotoras do AgroEx, a proposta é levar informações para todos os produtores agropecuários, grandes ou pequenos. Porém, a ideia é despertar nos pequenos essa possibilidade, já que 70% das propriedades do Paraná são de pequenos e médios. (E.Z.)

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