Exportação pode crescer 15% em 2002, prevêem Camex e AEB
A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e a Câmara de Comércio Exterior (Camex) estimam que as exportações vão crescer 15% em 2002. A projeção está acima da média mundial, estimada em 5,7% no período. Otimista, a AEB foi mais além e previu que as vendas externas do País podem chegar a US$ 100 bilhões em 2005, com crescimento de 15% ao ano pelos próximos quatro anos. A entidade acredita que as exportações devam somar US$ 66,7 bilhões já em 2002, com saldo comercial favorável de US$ 5,1 bilhões.
Em sintonia com o tom otimista que marcou ontem o 21º Encontro Nacional de Exportadores (Enaex), o secretário-executivo da Camex, Roberto Gianetti da Fonseca, ressaltou que as adversidades conjunturais não impediram que as exportações tivessem crescimento acima da média do comércio mundial desde 2000.
Segundo os dados apresentados pelo secretário, o crescimento das vendas externas em todo o mundo no ano passado foi de 9% e o das brasileiras, de 15,2%. Neste ano, a estimativa é de que as exportações do Brasil cresçam 6,2%, sobre um crescimento mundial de 2%.
Gianetti admitiu, porém, a alta concentração das exportações do País, sublinhando que apenas 40 empresas exportam 39% das vendas externas e as regiões Sul e Sudeste, juntas, respondem por 83% do volume exportado. ''Não vamos deixar de apoiar as empresas e regiões que já exportam, mas temos de aumentar o número de participantes no mercado externo'', disse. Segundo ele, o Brasil precisa de um ''surto exportador''.
Mas, além do otimismo, houve também um sinal de alerta. O ministro de Relações Exteriores, Celso Lafer, disse que parte do ''risco Brasil'' está diretamente relacionada à baixa participação do País no comércio mundial de bens e serviços e ainda à reduzida presença do comércio exterior brasileiro no PIB. De acordo com dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), o comércio exterior brasileiro no início da década de 80 chegava quase a 1,9% no âmbito mundial. Hoje, essa participação caiu para apenas 0,9%.





