Exportação pela ECT cresce 33%
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segunda-feira, 16 de abril de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
As exportações por meio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) chegaram a R$ 1,165 milhão no primeiro trimestre deste ano. Esse desempenho comercial é 33,16% superior ao volume de venda para o exterior entre maio e dezembro do ano 2000. O Estado de São Paulo está na primeira posição do ranking dos exportadores, com 42% das vendas, seguido pelos Estados de Minas Gerais (33%), Rio de Janeiro (7%) e Bahia (5%).
O balanço foi divulgado ontem pelo ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, ao explicar que daqui para frente o governo federal irá alavancar o programa Exporte Fácil. A proposta é abrir espaço para que micro, pequenos e médios empresários possam colocar seus produtos em mais de 200 países que possuem convênios com os Correios.
O programa também facilita os negócios para os grandes exportadores, já que, por meio dos Correios, é possível enviar para o exterior catálogos de produtos ou até mesmo pequenas peças de equipamentos siderúrgicos, disse Pimenta. Apesar do pequeno volume financeiro que o Exporte Fácil representa hoje, posso assegurar que, no futuro, este projeto será responsável pelo comércio de bilhões de reais.
O Exporte Fácil foi lançado oficialmente em dezembro com o objetivo de ajudar empresas de pequeno e médio portes a comercializar seus produtos para o exterior. De maio a dezembro do ano 2000, segundo Pimenta, foram feitos ajustes internos, como o treinamento de funcionários para o melhor desempenho do programa.
Nessa fase de testes, os Correios enviaram mercadorias para as mais diversas partes do mundo, como Estados Unidos, Japão, Espanha, Portugal e Itália. O maior benefício para os empresários, na avaliação do ministro, é o fim da burocracia para exportar. O trabalho que o empresário tem é apenas de deixar a mercadoria no balcão de nossas agências, informou. Os Correios assumem o papel de despachante nos diversos setores federais ligados à exportação. Ou seja, a autarquia cuida de toda documentação para que o produto possa ser remetido para qualquer outro País.
A empresa pode também escolher entre três modalidades de remessas. Pela modalidade expressa, a encomenda segue de avião e o prazo de entrega é de dois a cinco dias úteis. No caso da remessa por meio do modelo prioritário, leva-se de 5 a 11 dias úteis. Já pela modalidade econômica, uma encomenda leva mais de 15 dias úteis para chegar ao destinatário.
Os custos não são elevados e, ao mesmo tempo, colocamos à disposição do exportador o Serviço de Rastreamento de Objeto (SRO), que permite acompanhar todos os passos do envio da encomenda, disse o ministro. Isso é feito pelo computador.
O valor dos produtos agregados numa remessa por meio do Exporte Fácil não pode ultrapassar US$ 10 mil. Porém, o empresário tem condição de exportar um mesmo produto em vários pacotes de US$ 10 mil cada.
Os artigos de vestuário e acessórios representam 20,68% dos produtos exportados este ano, seguido de metais e pedras preciosas/jóias, com 11,4%, bijuterias (6,13%) e livros e revistas (5,87%). Há também quem encontre mercado para exportar armações para óculos, carbonato de cálcio, carimbos, correias e essências florais.


