Exportação in natura cresceu 9%
As exportações brasileiras de couros e peles cresceram 9,04% no ano passado. Segundo dados do Sindicarne, o Brasil exportou 241,4 mil toneladas de couros e peles e faturou cerca de US$ 963,6 milhões. Em 2001, o embarque de 223,4 mil toneladas gerou receita bruta de US$ 880,9 milhões. A produção paranaense acompanhou o ritmo com acréscimo de 8,4%, processando 26,2 mil toneladas. Desde 2000, as exportações vem crescendo, em média, 8% ao ano. Maior exportador mundial, o Brasil responde por 12% do consumo mundial estimado em 270 milhões de pele por ano.
O aumento das exportações de couro pode ser atribuído a vários fatores, um deles negativo: a retração do mercado interno de manufaturados, calçados principalmente, cujas exportações caíram nos últimos anos. Para os especialistas, isto significa um retrocesso porque o setor está deixando de manufaturar e, consequentemente, agregar renda. Quase 70% das exportações são de couro cru ou de wet blue ( o primeiro estágio de tratamento que tem esse nome porque deixa o couro azulado). Não há estímulo para produção de couro semi-acabado ou acabado, sobretaxados na Europa, o maior comprador.
Aproximadamente metade da produção nacional é destinada à exportação. A outra parte é consumida pelo mercado calçadista, de estofamentos, vestuário e artefatos em geral. De acordo com dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), o Brasil tem cerca de 450 curtumes que empregam aproximadamente 65 mil trabalhadores e faturam em torno de R$ 2 bilhões por ano. As pequenas empresas representam mais de 80% do segmento.





