Exportação garante vendas da indústria
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terça-feira, 04 de fevereiro de 2003
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O crescimento das exportações garantiu superávit nas vendas das indústrias do Paraná em 2002. Entre janeiro a dezembro, o resultado das vendas do setor cresceu 1,91% em relação ao mesmo período de 2001, que tinha sido considerado 'um ano excepcional', quando a indústria teve expansão de 24,25%.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes Carvalho, o resultado das vendas em 2002 superou as expectativas do empresariado que esperava um ano difícil com as previsões de queda na atividade industrial e comercial no mundo após os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos (EUA).
Por outro lado, o desempenho da indústria no último mês de dezembro apresentou uma queda nas vendas de 0,56% em relação a novembro. Para este ano, as perspectivas estão indefinidas diante da possibilidade dos EUA declararem guerra ao Iraque.
Segundo Carvalho, em condições normais seria possível prever um crescimento entre 2% e 3%, mas ele não arrisca essa previsão em caso de guerra. No ano passado, quando as previsões eram de dificuldades nas vendas industriais, o setor enfrentou o primeiro semestre no vermelho e começou a se recuperar a partir de julho de 2002.
O balanço da indústria paranaense, divulgado ontem pela Fiep, mostra que mudou o perfil das empresas que lideraram o crescimento. ''Atualmente, o setor automotivo já está em terceiro lugar no ranking das exportações, com um faturamento de US$ 600 milhões'', afirmou. O setor de bebidas que liderou o crescimento em 2001 foi substituído pelo de produtos farmacêuticos e veterinários, que cresceu 37% no ano passado.
Carvalho atribuiu esse desempenho ao ''excelente programa de sanidade animal empreendido pelo governo do Paraná no ano passado que estimulou as exportações de carnes'', justificou. Segundo a Fiep, as exportações de carnes suína e bovina cresceram 40% e 11%, respectivamente. Já as exportações de carne de frango caíram 18,61% no período janeiro a dezembro de 2002.
O segundo setor que mais cresceu em 2002 foi o de madeira, com 29% de aumento nas vendas e faturamento, seguido do ramo de papel e papelão, cujo crescimento foi de 21,63%. Este segmento vem substituindo o setor têxtil no ranking de vendas e crescimento de faturamento.
O balanço da Fiep aponta ainda o crescimento do Paraná no ranking do saldo da balança comercial do Brasil. O Estado que se encontrava em sexto lugar entre os que mais contribuem com o superávit da balança comercial brasileira, avançou para terceiro lugar. Em 2002, dos US$ 13 bilhões de saldo positivo na balança, o Paraná contribuiu com 18,02%, com um saldo de US$ 2,36 bilhões. O Estado exportou US$ 5,7 bilhões e importou US$ 3,33 bilhões.


