Exportação é o caminho, diz especialista
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segunda-feira, 10 de agosto de 1998
Da Editoria 
O Brasil poderia aumentar em 40% suas exportações para países do Mercosul se as entidades de classe que representam os empresários estruturassem departamentos de relações internacionais com autonomia. Este departamento teria de trabalhar com visão estratégica e margem de erro próximo a zero. A análise é do economista e consultor Guilherme de Andrade Cabral sobre o potencial que o País tem para melhorar o volume de transações internacionais. O consultor faz palestra hoje, às 19h30m, na Maracajú Veículos, em Londrina sobre o tema Globalização: uma visão geopolítica.
Autor do livro Mercosul - primeiro ensaio, o professor Cabral considera a globalização irreversível, um fenômeno com mais pontos positivos do que negativos. Em sua avaliação, empresários brasileiros de diversos setores jogam fora uma gama de oportunidades ao não investirem no potencial de suas empresas para a exportação.
Não podemos nos limitar somente em vender produtos, é preciso verificar nichos de mercado, descobrí-los, diz o professor, que é adido do Comitê de Relações Exteriores da USP. Para isso, explica, é necessário estratégia. Pelo menos um setor da economia, o de sofwares, sai na frente em sua visão de mercado externo. Neste setor todo o produto visa sempre mercado interno e externo. Costumo dizer que a dor ensina a gemer, ironiza o professor sobre o fato da grande maioria das empresas não aproveitar o potencial do mercado exportador.
Segundo Cabral, a palavra globalização ganhou grande destaque na mídia internacional depois que as nações começaram a consolidar blocos econômicos. Ele diz, no entanto, que se trata de um fenômeno muito mais antigo. Na verdade relações entre países sempre houve, inclusive no Brasil, que tem grande tradição exportadora.


