Exportação do PR rende cerca de US$ 10 bi
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quinta-feira, 03 de fevereiro de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba As exportações do Paraná cresceram 31,4% em 2004, considerado o melhor ano desde 2000 quando iniciou a reação positiva do setor exportador brasileiro. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as vendas externas do Estado atingiram a marca recorde de US$ 9,4 bilhões, o que gerou um superávit de US$ 5,4 bilhões da balança comercial paranaense. As importações somaram 4,026 bilhões, o que correspondeu a um crescimento de 15,5% em relação à 2003. Já o superávit foi 50% maior em relação à 2003 e representou uma participação de 16% do saldo brasileiro.
Os embarques de produtos manufaturados atingiram US$ 5,397 bilhões, equivalentes a 58% dos total de divisas geradas pelo Estado. Na identificação dos produtos exportados, ainda é evidente o predomínio da venda de produtos primários ou pouco processados, admitiu o coordenador de Novos Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Henrique dos Santos. Por isso a entidade está reforçando um trabalho de abertura de novos mercados e identificação de potenciais compradores para estimular as exportações de produtos de maior valor agregado.
Além dos tradicionais produtos primários, Santos destacou que o Paraná já está pronto para elevar as exportações de motores de automóveis, automóveis, bombas injetoras de combustíveis, seringas descartáveis, máquinas agrícolas, software. ''São produtos feitos com qualidade, que já foram exportados em 2004, e que o Estado tem condições de competir no mercado externo''. justificou.
O presidente da Fiep, Rodrigo Rocha Loures, observou que para 2005 o cenário para as exportações é incerto em decorrência da queda do câmbio. Mas lembrou que essa é a alternativa para as empresas manterem seus negócios, se o Banco Central continuar com sua política de juros altos.
Para aproximar os exportadores paranaenses dos mercados consumidores no Exterior, a Fiep está programando uma série de eventos como missões na China, prevista para março, na França, prevista para outubro e também na Índia. Santos destacou ainda a importância do mercado latino-americano para a pequena e média empresa que nunca exportou. Para o executivo, começar exportando para a América Latina é mais fácil por causa da proximidade geográfica, identificação cultural e menos barreiras. Ele identifica nesse mercado uma boa oportunidade para empresas médias da área de alimentos, equipamentos médicos e de vestuário.


