São Paulo As exportações de carne suína tiveram seu melhor desempenho do ano em setembro, quando foram embarcadas 51.183 toneladas. Apesar disso, o volume foi 15% menor do que o registrado em setembro de 2002, quando o País vendeu 60.416 toneladas. Em receita cambial, as exportações renderam US$ 59,12 milhões em setembro de 2003, 6% acima da cifra obtida no mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).
No acumulado do ano, as exportações de carne suína atingiram 368.790 toneladas, com uma receita cambial de US$ 368,575 milhões. Tanto em receita quanto em volume, o resultado é 11% maior do que o obtido nos primeiros nove meses de 2002.
Segundo o presidente da Abipecs, Pedro Benur Bohrer, mais importante do que o aumento de receita e de embarques é a recuperação dos preços médios da carne exportada. O preço médio FOB dos embarques de setembro foi de US$ 1.155 por tonelada, um desempenho notadamente melhor do que o de janeiro, quando o valor era de US$ 930 e melhor do que o de setembro de 2002, quando o preço era de US$ 924.
De acordo com Bohrer, o aumento dos preços médios foi provocado por uma mudança no ''mix'' de itens exportados. ''Enquanto o volume de exportação de carcaça está caindo, o de cortes, que tem maior valor agregado, está subindo'', explicou. Apesar disso, o preço médio das exportações brasileiras nos primeiros nove meses de 2003, de US$ 1.048 por tonelada, é 0,25% menor do que o preço médio das exportações em igual período de 2002.
O Brasil deve fechar 2003 com exportações de 500 mil toneladas e receita cambial de US$ 550 milhões. Em 2002, as exportações somaram 475.863 toneladas, com receita de US$ 481,4 milhões. ''Nossa projeção é ambiciosa, mas ainda é cedo para revê-la'', disse Benur.
Nos primeiros nove meses do ano, os exportadores brasileiros conseguiram reduzir sua dependência do mercado russo, que era de 79%, para 63% do total embarcado. Em 2003, o Brasil embarcou para a Rússia 234,8 mil toneladas, contra 266,6 mil toneladas do mesmo período de 2002. A diversificação dos compradores, com destaque para Hong Kong, Argentina, Cingapura e para a África do Sul, mais do que compensou essa redução.

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