Brasília - As exportações de soja em grão cresceram 24,6% em 2001. A expansão foi registrada apesar de os preços do produto no mercado internacional terem caído 8,5% no ano passado.
Segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, contribuiu para o aumento das vendas o crescimento de 36,1% das quantidades embarcadas, o equivalente a 15,676 milhões de toneladas.
O governo atribuiu a elevação dos embarques ao recorde de produção de 37,2 milhões de toneladas da safra de 2000/2001 à expansão das compras feitas pela China - atualmente maior comprador mundial do produto - e à maior demanda da União Européia.
Os principais compradores da soja brasileira foram os Países Baixos, China, Alemanha, Espanha, Portugal, Bélgica, Luxemburgo, Japão, Itália, Reino Unido e França. Os técnicos do Ministério do Desenvolvimento apostam que União Européia e China deverão continuar como os principais compradores por causa da tendência de intensificação do uso de rações elaboradas a partir de produtos de origem vegetal no mercado europeu e também pela expectativa de redução da produção chinesa.
Farelo - De acordo com o boletim do Ministério do Desenvolvimento sobre a balança comercial, as exportações de farelo de soja tiveram no ano passado crescimento de 25,1% em relação a 2000, atingindo US$ 2,065 bilhões. Essa expansão ocorreu em razão do aumento de 4,1% nos preços e 20,2% nos volumes embarcados para o Exterior. Foram ao todo exportadas 11,271 milhões de toneladas de farelo de soja.
Os maiores compradores do farelo brasileiro foram os Países Baixos, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Bélgica, Luxemburgo, Coréia do Sul, Espanha, Tailândia e Arábia Saudita. Os preços do farelo de soja foram beneficiados, segundo o boletim, pela expansão da demanda mundial nos últimos dois anos, em decorrência da expansão na criação de gado, suínos e frangos, com base em ração de origem vegetal.
O boletim mostra também que as exportações de óleo de soja em bruto cresceram 38,5% em 2001, chegando a US$ 415 milhões. O aumento decorreu da expansão de 52,8% nos volumes embarcados, o que reduziu o impacto da queda de 9,3% dos preços no mercado internacional.
O Brasil é o segundo maior produtor exportador de soja do mundo, abaixo apenas dos Estados Unidos. A estimativa do governo é de uma safra de 41,4 milhões de toneladas para o período 2001/2002.

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