O Porto de Paranaguá continua com boa movimentação de cargas no acumulado desse ano, quando analisado os meses de janeiro a agosto. De acordo com os números levantados pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), até agora o giro de cargas foi de 32,2 milhões de toneladas, contra 30,7 milhões do ano passado, uma alta de 4,8%.
A exportação de granéis sólidos segue como um dos principais destaques, com a soja liderando os embarques. Foram 7,2 milhões de toneladas nos primeiros oito meses do ano, contra 6,2 milhões de 2013, uma alta de 15,8%. No caso dos farelos, o número é de 3,9 milhões de toneladas, incremento de 10,55%. As principais retrações ficaram com o açúcar, de 2,9 milhões para 2,6 milhões de toneladas (-9%) e o milho, com queda brusca de 2,7 milhões de toneladas para 2,1 milhões (-22%).
De acordo com o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, o bom fluxo nos portos é justificado pelo cenário positivo do agronegócio em 2014, além do mercado pagando prêmio positivo nos últimos meses pela soja exportada por Paranaguá, devido à agilidade do terminal. "Recebemos diversas mercadorias que seriam exportadas pelos portos de São Francisco (SC) e Santos (SP) e acabaram vindo para cá devido à premiação. Fizemos uma nova metodologia de planejamento no corredor de exportação a partir de outubro do ano passado. Em 2013, estávamos com média de 100 navios aguardando e, neste ano, são 12 em média", complementa Dividino.
Em relação ao atraso no embarque de milho, a principal justificativa estava na baixa remuneração da commodity no primeiro semestre. "Houve um atraso no início da movimentação do milho, causada por diferentes fatores de mercado. Agora que já estamos finalizando as exportações da soja, os embarques de milho devem ganhar mais força", salienta o diretor.
Para o assessor técnico e econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Nilson Hank Camargo, os embarques estão dentro da normalidade. "A evolução das exportações é natural e tem acompanhado o ritmo do agronegócio. Agora, com os números da safra americana sendo revisados para cima, pode influenciar nas exportações. O produtor capitalizado segura a produção e faz o negócio quando acha que o momento é mais interessante. Por isso, acredito que não teremos nenhum tipo de anormalidade nos portos paranaenses nesse último trimestre do ano", analisa Hank.
Até o mês de dezembro, a expectativa da Appa é bater recorde de movimentação e romper a marca de 50 milhões de toneladas. "Apesar dos sinais negativos da economia brasileira e das dificuldades do setor industrial, mantendo este ritmo de movimentação, acredito que será possível atingir esse número", finaliza Dividino.

Imagem ilustrativa da imagem Exportação de soja cresce 15% e puxa movimento do porto