Exportação de
serviços cresce
250% em 5 anos
Agência Estado
O Brasil está exportando serviços e tecnologia. Nos últimos cinco anos (1993-1997), enquanto as exportações totais de produtos cresceram 37%, as vendas de serviços para o exterior aumentaram 253%. Entre as empresas pioneiras estão tanto grandes companhias como a Construtora Norberto Odebrecht e a General Motors do Brasil, como a pequena Celtec, que desenvolve projetos de telefonia celular e já teve 80% de seu faturamento de US$ 10 milhões proveniente do exterior.
‘‘No ano passado, a GM do Brasil exportou US$ 30 milhões em tecnologia’’, comemora José Carlos Pinheiro, diretor de exportação da montadora. ‘‘Entre 40% e 50% do faturamento da área de construção e engenharia já vem das operações internacionais da Odebrecht’’, diz José Caetano Lacerda, diretor da área internacional da construtora.
A receita total obtida pelo Brasil com serviços no exterior somou US$ 3,1 bilhões no ano passado, considerando apenas o item serviços relativos aos fatores de produção, que integra o balanço de pagamentos do País. Nessa conta estão incluídas receitas com pagamento de royalties e serviços de engenharia, construção, telefonia e sistemas de informática, entre outras. Apesar do valor modesto, o ganho obtido com venda de serviços foi maior que o conseguido com itens importantes da pauta de exportações brasileiras no ano passado, como calçados (US$ 1,6 bi), automóveis (US$ 1,5 bi) e soja em grão (US$ 2,45 bi).
Essa conta ainda é negativa para o Brasil, com o déficit em serviços relativos a fatores de produção atingindo US$ 1,84 bilhão no ano passado, quando o Brasil gastou US$ 5 bilhões comprando serviços no exterior.

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