Exportação de ônibus pode aumentar receita
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quarta-feira, 09 de maio de 2001
Agência Estado De São Paulo 
Apesar do crescimento de 9% nas vendas internas de ônibus nos primeiros quatro meses do ano, as empresas fabricantes não acreditam numa expansão significativa do mercado brasileiro este ano. O volume comercializado deve ficar entre 14 mil e 15 mil unidades, nos mesmos níveis de 2000. A saída para aumentar a receita está no mercado externo. Mas as exportações a parceiros tradicionais, como a Argentina, também não representam a melhor solução.
A Mercedes-Benz, principal exportadora brasileira de chassis de ônibus, já está esperando os efeitos da retração econômica no país vizinho. A empresa também participa de quase 60% das vendas no Brasil.
Em 2000, as exportações de chassis de ônibus representaram uma receita de US$ 220 milhões para a montadora. Das 5.983 unidades comercializadas no exterior, a Mercedes-Benz exportou 4.086, o equivalente a quase 70%. As vendas para a América Latina representaram 83% do montante exportado.
O Chile já ocupa o primeiro lugar entre os importadores de chassis de ônibus da montadora, segundo o diretor de Exportação de Veículos Comerciais da DaimlerChrysler do Brasil, Pedro Knoepfelmacher. México e Nigéria são outros importantes mercados importadores.
A Scania Latin America prevê a manutenção do patamar de vendas de ônibus obtido no ano passado - de 12 mil unidades, excluindo os mini e os microônibus. A empresa exportou 300 chassis de ônibus em 2000 e deve repetir o volume este ano. A grande incógnita é a Argentina, ressaltou o gerente de vendas de caminhões e ônibus da Scania, Silvio Bracesco.


