São Paulo - A estratégia de ampliar as vendas externas para aumentar a produção e os novos acordos bilaterais do Brasil, principalmente com o México, deram novo ânimo às exportações das maiores montadoras instaladas no Brasil. Em outubro, o total comercializado no exterior por Volkswagen, Fiat, General Motors e Ford cresceu 16,7%, para US$ 299,2 milhões, de acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O resultado confirma a tendência de recuperação iniciada nos últimos meses, já que, no primeiro semestre de 2002, o total exportado pelas quatro empresas havia caído 20,2%, para US$ 1,186 bilhão. No acumulado de janeiro a outubro, a queda foi menor: 9,8%, para US$ 2,233 bilhões, ante US$ 2,475 bilhões obtidos no mesmo período de 2001. Apesar disso, o desempenho ainda está longe dos US$ 4 bilhões projetados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) para 2002.
Apenas a Ford permanece em crescimento entre as quatro grandes no acumulado de janeiro a outubro. A empresa, terceira maior exportadora do setor e 12 no ranking das companhias brasileiras, registrou remessas de US$ 435,2 milhões no período, total 18% superior ao dos primeiros dez meses de 2001. A montadora atribuiu os bons resultados à diversificação de seus mercados. Para 2003, a meta é exportar US$ 500 milhões, sendo US$ 170 milhões provenientes de modelos fabricados na unidade de Camaçari (BA).
A Volks, maior exportadora do setor e quinta no ranking da Secex, exportou US$ 1,071 bilhão em veículos e componentes de janeiro a outubro, valor ligeiramente inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 1,088 bilhão.
A previsão da montadora é fechar 2002 com o total de US$ 1,3 bilhão nas vendas externas, ante US$ 1,271 bilhão em 2001. Com isso, o superávit da balança comercial da empresa deverá subir para US$ 700 milhões, o equivalente a um crescimento de 35% em relação ao ano passado.
A GM exportou 14,4% a menos, um total de US$ 522,1 milhões nos primeiros dez meses deste ano, e ficou em segundo lugar entre as montadoras e em oitavo no ranking da Secex. A montadora deve elevar em mais de 40% seus volumes de exportação no próximo ano, alcançando cerca de 200 mil unidades de carros completos e CKDs (veículos desmontados).
A Fiat - 38. entre as empresas que mais exportam do Brasil - voltou a ter a maior queda entre as montadoras, ocupando agora o quinto lugar. A empresa italiana reduziu em 50% suas exportações no acumulado até outubro, para US$ 204,1 milhões. A Fiat aposta em mercados novos da América Latina, como o México, e na ampliação das vendas para a Europa, particularmente a Itália, para recuperar os volumes a partir do ano que vem, com um aumento de 50% no total de veículos enviados ao exterior, para 60 mil unidades.

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