Exportação de mel movimenta economia
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terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Agência Estado 
O aumento de 23,3% no valor da exportação brasileira de mel em 2006 em relação a 2005 beneficiou diversos estados. A maioria das unidades da Federação onde há produção apresentou crescimento na receita com o comércio internacional do produto.
O destaque geral ficou para o Rio Grande do Norte, que teve aumento de 1.098,2% em relação a 2005, seguido do Rio Grande do Sul, com elevação de 246,8%; Minas Gerais, com aumento de 60%; Ceará, com 53% de crescimento; Paraná, com 38,5%; Santa Catarina, com 17,9%; São Paulo, 6%; e Piauí, 3,7%.
Apesar do crescimento de 6% em relação ao ano anterior, o principal estado exportador continua sendo São Paulo, que em 2006 obteve receita de US$ 7,62 milhões. Depois vieram Ceará (US$ 4,58 milhões), Santa Catarina (US$ 3,11 milhões), Piauí (US$ 3 milhões), Rio Grande do Sul (US$ 2,36 milhões) e Paraná (US$ 1,50 milhão).
O preço médio do mel comercializado pela maioria desses estados subiu de US$ 1,31 por quilo para US$ 1,60 por quilo. No entanto, os preços médios recebidos pelos estados de Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram inferiores à média. Os melhores preços foram obtidos por Ceará (US$ 1,68/kg) e Paraná (US$ 1,67/kg). Já os menores ficaram com Rio Grande do Norte (US$ 1,44/kg) e Minas Gerais (US$ 1,48/kg).
Ceras - Já no mercado de outras ceras de abelhas, a exportação foi de US$ 4,31 milhões em 2006. Isso representou uma redução de 23% no valor em relação a 2005. O preço médio também apresentou redução. Caiu de US$ 95,95 por quilo, em 2005, para US$ 89,37 por quilo, em 2006.
Os principais mercados de destino foram o Japão (67,6%) e a China (31,4%). E os maiores exportadores por estado foram São Paulo (US$ 2,87milhões) e Minas Gerais (US$ 1,15 milhões). Minas, por sinal, foi o único estado a ter aumento no valor exportado, que subiu 12,66%.
Os dados constam do levantamento consolidado pelos consultores da Unidade de Agronegócios do Sebrae e coordenadores nacionais da Rede Apicultura Integrada Sustentável (Rede Apis), Alzira Vieira e Reginaldo Resende.


