Exportação de genética bovina é tema da Expoutono este ano
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de maio de 2000
Emerson Cervi De Curitiba 
Arquivo
FE 5B 31
Rodacki, presidente da Federação Associações de Criadores: difusão de tecnologia
Começa amanhã e segue até domingo a 13ª Expoutono - feira agropecuária, no Paque Castelo Branco, em Pinhais (região metropolitana de Curitiba). Os organizadores do evento prevêem a realização de três leilões de raças, palestras técnicas e cursos para pecuaristas. Ao todo, a exposição de reunir representantes das 15 principais raças bovinas de corte criadas no Paraná.
O presidente da Federação Paranaense das Associações de Criadores (Fepac), Ugo Rodacki, entidade responsável pela feira, diz que o objetivo da Expoutono não é comercial. A prioridade sempre foi a difusão de informações técnicas para criação de reprodutores e de rebanhos bovinos para abate. A meta da feira é resgatar o desenvolvimento tecnológico do Paraná, disse.
Entre os convidados para os eventos técnicos da Expoutono desse ano está o secretário nacional de defesa sanitária do Ministério da Agricultura e Abastecimento, Luis Carlos Oliveira. O grande tema desse ano será o cenário brasileiro pós-febre aftosa, contou o presidente da Fepac.
Considerado o passaporte de entrada da carne bovina paranaense em mercados europeus, o certificado de área livre de aftosa tem outro valor para Rodacki. Ele lembra que o rebanho paranaense de aproximadamente nove milhões de cabeças representa cerca de 10% do total nacional. Não temos condições de concorrer em escala com outras regiões na comercialização de carne, mas podemos oferecer um produto melhor, que é a exportação de genética.
Para Rodacki, os produtores paranaenses deveriam priorizar o desenvolvimento genético de seus rebanhos para vender reprodutores a outras regiões. Podemos ser líderes no fornecimento de matrizes à região centro-oeste, por exemplo, o que seria melhor para o setor e para o Estado do que vender apenas carne.
A novidade da Expoutono 2000 será a raça Purunã. Desenvolvida por pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) por duas décadas, a raça composta é originária de quatro raças básicas e está muito bem adaptada às condições de clima e manejo panaenses. A Purunã é a debutante desse ano e com o início do fornecimento de matrizes para produtores, em 2003 acreditamos que será possível fundar a Associação Paranaense de Criadores de Purunã, com livro de registros oficial, estima Rodacki.


