Brasília As exportações brasileiras de carne de frango devem crescer entre 5% e 10% em volume neste ano, estima o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef), Nildemar Secches. ''O volume exportado pelas empresas no ano passado foi recorde. As exportações de aves somaram 1,6 milhão de toneladas em volume e US$ 1,4 bilhão em valores'', afirmou. Ele lembrou que o Brasil exportou para 100 países em 2002 há dois anos foram 78 países. Em 2002, o Brasil respondeu 31% do comércio mundial de carne de frango.
Como mercados alvos para 2003, os exportadores destacam a China e o Canadá, países com os quais as negociações estão em andamento. Outros mercados, para o médio prazo, são Coréia do Sul e México. Os dados do setor foram apresentados ontem pela Abef ao ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Segundo Secches, a dificuldade de abastecimento de milho foi apresentada ao ministro. O assunto seria discutido ontem à tarde, durante reunião da cadeia produtiva do milho no Ministério da Agricultura.
O diretor-executivo da Abef, Claudio Martins, participará da reunião. Martins ocupa o mesmo cargo na Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). O presidente da Abef lembrou ao ministro que as agroindústrias estão consumindo lotes de milho comprados no ano passado e que o mercado continua com preços elevados, mesmo com a proximidade da colheita da safra 2002/03. ''O abastecimento em 2003 vai depender basicamente da safrinha'', afirmou Secches.
Ele estimou que o alojamento de frangos deve crescer entre 5% e 10% neste ano. ''Esse aumento resultará em maior consumo por milho. O mercado vai ser muito apertado'', afirmou. Ele acredita, no entanto, que a maior demanda servirá como um estímulo para plantio de milho safrinha e da próxima safra de verão (2003/04). Quanto às importações, disse, o milho que o Brasil importar ''muito provavelmente será transgênico''. ''Por isso, precisamos ter uma política firme para o milho. Se quisermos ter um setor de aves e suínos forte no Brasil, nós temos que ter uma política agrícola para a área de milho. Precisamos ser auto-suficientes no milho e também exportadores.''

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