Impulsionada pelo aumento nas exportações brasileiras de frango, a produção paranaense de aves cresceu 9,36% em 2002. Maior produtor brasileiro, o Paraná abateu 739,64 milhões de animais no período, sendo responsável por 20,4% do volume processado no País.
É também o Estado que apresentou maior crescimento no setor, superando a média nacional. Em 2002, Santa Catarina aumentou o número de aves abatidas em 6,64% e o Rio Grande do Sul, em 7,74%. No Brasil, o crescimento da produção foi de 4,9%.
Acompanhando a tendência nacional, as exportações paranaenses de frango in natura cresceram 20,08%. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior apontam que empresas paranaenses comercializaram 385.799 toneladas do produto, que geraram US$ 331,3 milhões em vendas para União Européia, Ásia, Oriente Médio e América Latina.
Em dólares, o total exportado cresceu 3,12% em relação aos US$ 321,26 milhões de 2001. A receita não acompanhou o crescimento do volume exportado porque a cotação internacional da carne de frango não acompanhou a variação cambial.
Em 2002, o Brasil exportou 1,59 milhão de toneladas de carne de frango in natura, totalizando um acréscimo de 28% sobre o volume vendido para outros países no ano anterior, que foi de 1,24 milhão de toneladas. Em receita, em todo o ano passado, foram exportados US$ 1,33 milhão - 3,4% a mais do que o faturamento de 2001.
De acordo com Domingos Martins, presidente do Sindicato dos Abatedouros e Produtores Avícolas do Paraná (Sindiavipar), foi o incremento das exportações que viabilizou o crescimento da produção paranaense.
''O câmbio favorável tornou o produto brasileiro extremamente competitivo'', avaliou. Para atender as vendas ao mercado externo, cooperativas ampliaram suas plantas industriais, investindo inclusive na produção de cortes nobres.
Previsão otimista - A expectativa do Sindiavipar é aumentar a produção de frango em 12% neste ano. Com relação às exportações, a previsão é crescer mais 10%, apesar das barreiras fitossanitárias impostas pela União Européia ao produto brasileiro. ''Na verdade, são barreiras comerciais'', criticou Martins.
''Dispomos da melhor matéria-prima do mundo, contamos com excelente genética e utilizamos grãos não-transgênicos na alimentação, além do clima ser favorável. Estamos bem preparados para vencer essas barreiras'', opinou.
Outro fator de fomento à produção seria o programa Fome Zero, lançado pelo governo federal. ''O frango é uma opção de proteína barata. Com certeza vai aumentar o consumo no mercado interno'', espera.

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