São Paulo - As exportações da indústria automotiva em junho somaram US$ 699 milhões e foram 43,9% maiores do que em junho de 2003. Foi um recorde mensal do setor, puxado principalmente pelas vendas à Argentina. O anterior foi obtido em março, quando as vendas externas atingiram US$ 686 milhões.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogelio Golfarb, afirmou que as exportações no primeiro semestre foram maiores que o previsto, somando US$ 3,58 bilhões, um aumento expressivo de 53% sobre igual período de 2003. Por causa disso, revisou para cima a estimativa para 2004.
A entidade prevê vendas externas de US$ 6,9 bilhões, com aumento de 25% ante 2003. A estimativa anterior era de 20% de crescimento (US$ 6,6 bilhões). Segundo Golfarb, a recuperação da economia argentina é um dos principais fatores para o desempenho do primeiro semestre.
De janeiro a maio, a cadeia automotiva (incluindo autopeças) comercializou US$ 1,019 bilhão para a Argentina, 150% a mais que nos primeiros cinco meses de 2003. A expectativa é que o mercado interno argentino consuma, no mínimo, 243 mil veículos neste ano, o dobro de 2003.
O setor espera que não haja barreiras para a entrada de veículos brasileiros na Argentina. Na segunda-feira, o país vizinho determinou barreiras para o ingresso de eletrodomésticos com o objetivo de proteger a indústria local. ''Vemos com naturalidade esta reação da Argentina no momento em que o Mercosul negocia o seu acordo comercial mais importante, que é com a União Européia'', declarou Golfarb. ''Todo acordo entre blocos econômicos precisa de ajustes constantes.''

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