Exportação de carne suína pode crescer 15% este ano
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2003
Agência Estado 
Brasília Os embarques de carne suína devem fechar este ano em 550 mil toneladas, com crescimento de 15% ante as 475 mil toneladas de 2002, quando as exportações renderam US$ 481 milhões ao País. Atingir a meta, porém, depende da reabertura do mercado russo para a carne suína produzida em Santa Catarina, afirmou o presidente do conselho diretor da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro Benur, depois de audiência com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Alegando a existência de focos da doença de Aujeszky no rebanho suíno do Estado, os russos suspenderam as compras em 23 de dezembro último.
''A carne suína tem muita dependência das exportações para o mercado russo. Esperamos resolver o impasse com a Rússia rapidamente'', afirmou Benur. Ele prevê que os abates dos animais doentes terminarão hoje. ''Estamos aguardando uma reunião entre os ministérios da Agricultura do Brasil e da Rússia para resolver definitivamente essa questão'', afirmou. O encontro ocorrerá após os abates dos animais doentes.
Benur ressaltou que o Aujeszky não prejudica os humanos. ''As ações tomadas pelo Estado de Santa Catarina incluíram a eliminação de todos os suínos das propriedades onde havia foco'', disse. Para ele, a eliminação dos focos será suficiente para que a Rússia volte a comprar carne suína de Santa Catarina.
Desde 23 de dezembro, os suínos que estavam contaminados e foram abatidos não estão sendo destinado ao consumo humano, mas sim para a fabricação de farinha de carne. A associação também informou que deve lançar um programa para promoção da carne suína no mercado interno.


