Exportação de carne in natura dobra
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sexta-feira, 10 de novembro de 2006
Folhapress 
São Paulo)- A receita de exportações brasileiras de carne bovina ''in natura'' cresceu 107,8% em um ano e atingiu o valor de US$ 319,9 milhões em outubro último. Segundo dados divulgado ontem pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), no mês passado foram embarcadas para o exterior 164,3 mil toneladas de carne ''in natura'' - aumento de 55,3% sobre o mesmo mês de 2005. Somando a carne industrializada e miúdos, as exportações atingiram US$ 392,383 milhões e 221,2 mil toneladas, expansões de 81,67% e 44,96% sobre outubro do ano passado, respectivamente.
No acumulado dos dez primeiros meses deste ano, foram vendidas ao mercado externo 1,968 milhão de toneladas de carne -in natura, industrializada e miúdos-, um aumento de 6,93% em relação a igual intervalo de 2005. A receita das exportações no período cresceu 22,8% e totalizou US$ 3,191 bilhão.
Para o presidente da Abiec, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, o expressivo crescimento da receita cambial das exportações de carne bovina é reflexo de um conjunto de fatores.
''O ataque dos irlandeses, por exemplo, deixa o mercado nervoso e tem causado apreensão nos importadores europeus, o que provoca compras antecipadas para se protegerem de qualquer decisão negativa da Comissão Européia.'' Além disso, segundo ele, o ''Brasil é o único país que recebeu a visita de quatro missões veterinárias da União Européia em um ano e não sofreu qualquer embargo adicional''.
O presidente da Abiec destacou também a estrutura industrial montada pelos frigoríficos em todo Brasil.''Os frigoríficos se equiparam e se instalaram em todas as regiões do Brasil, uma estratégia que tem vencido as barreiras impostas por alguns países.''
As limitações de volume da Austrália, que tem abastecido o sudeste asiático, também contribuíram para o enxugamento do produto no mercado internacional.
No acumulado do ano, a Rússia aparece como o principal país de destino de carne ''in natura'' brasileira, com um rendimento de US$ 519 milhões em receita cambial. O segundo país nesta lista é o Egito, que importou US$ 322 milhões, seguido por Holanda, Itália, Reino Unido, Argélia e Alemanha.


