Exportação de carne in natura cresce 40,02%
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segunda-feira, 11 de julho de 2005
Flávia Albuquerque<br>Agência Brasil 
São Paulo O Brasil já é um fornecedor de carne bovina consagrado no comércio internacional, mas precisa agregar preço aos produtos para se tornar líder em faturamento. A afirmação é do diretor-executivo da Associação das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antonio Camardelli.
De acordo com a entidade, a exportação de carne bovina in natura cresceu 40,02% em volume embarcado e 41,48% em faturamento no mês de junho em comparação ao mês anterior, segundo balanço divulgado ontem. A receita foi de US$ 258,425 milhões com a exportação de 169.288 toneladas de carne e miúdos.
No acumulado do ano, as vendas de carne in natura cresceram 31,77% em quantidade e 33,02% em valores. Foram vendidos US$ 1,162 bilhão e exportadas 777.991 toneladas. Nos últimos 12 meses corridos, as vendas externas do produto somaram 1.547.963 toneladas, totalizando US$ 2, 251 bilhões, um crescimento de 45,41% em comparação com o ano corrido anterior (julho de 2004 a junho deste ano).
Segundo Camardelli, o setor esperava a alta do dólar este ano para recuperar os preços dos produtos, uma vez que houve investimento maciço para aumentar as exportações da carne brasileira.
Atualmente, a Austrália lidera o mercado em faturamento e o Brasil em quantidade. Para mudar esse quadro, Camardelli diz que é preciso superar barreiras sanitárias.


