Exportação de carne deve
crescer até 100% este ano
Alda Rocha
Agência Estado
As exportações brasileiras de carne bovina deverão este ano totalizar de US$ 800 milhões a US$ 900 milhões, valor bastante superior aos US$ 430 milhões registrados em 1997. A previsão foi feita pelo secretário de Agricultura de São Paulo e coordenador do Fórum Mercosul da Cadeira Produtiva da Pecuária Bovina, José Carlos de Souza Meirelles.
Ele acredita que esse crescimento deverá ser maior a partir do ano que vem, quando o Brasil começará a colher os resultados do reconhecimento pela Organização Internacional de Epizootias (OIE) dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina como áreas livres de febre aftosa com vacinação. Estados Unidos, Japão e Coréia devem abrir seus mercados.
Meirelles afirmou que a União Européia já recebe a carne bovina brasileira a partir de credenciamento dos frigoríficos nacionais e descartou qualquer possibilidade de um país contestar a decisão da OIE sobre apenas dois estados, que têm um rebanho de 15 milhões de cabeças. ‘‘O Brasil passou por um comitê de 150 países, e se alguém disser que não importa carne do Rio Grande do Sul ou Santa Catarina porque são partes de um País que ainda não é uma zona livre de aftosa, poderemos recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio)’’, afirmou Meirelles.
Os dois estados passaram a ser o passaporte brasileiro para a exportação de carne bovina fresca, além de permitir melhores preços para os cortes nobres. ‘‘Devemos agregar US$ 50 milhões com a inclusão de cortes nobres na exportação’’, avaliou.
Paraná Meirelles disse que Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul deverão obter o reconhecimento de áreas livres de aftosa no ano 2000.
O Brasil se transformará na maior área livre de aftosa, superando os Estados Unidos, que têm um rebanho de 102 milhões de bovinos. O secretário acredita que, para ampliar as exportações e atender ao consumo nacional, a estratégia brasileira no setor de carne bovina deverá ser a de identificar cortes cada vez mais nobres para a população de maior poder aquisitivo e, assim, compensar com carnes populares cada vez mais acessíveis aos de baixa renda.

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