Exportação de carne de frango cresce 31,3%
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quarta-feira, 18 de junho de 2008
Agência Estado 
São Paulo- As exportações de carne de frango do Brasil somaram 361,4 mil toneladas no mês de maio, o que representa um crescimento de 31,3% sobre o volume registrado em maio do ano passado, que foi de 275,1 mil toneladas. Os números foram divulgados ontem pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef). O levantamento aponta que no acumulado de janeiro a maio deste ano, os embarques brasileiros somam 1,5 milhão de toneladas, desempenho 17,7% superior ao mesmo período do ano passado.
Em receita, as exportações chegaram a US$ 684,59 milhões, aumento de 69,3% sobre os US$ 404,18 milhões apurados em maio de 2007. No acumulado do ano, as vendas externas de frango registram crescimento de 55,5%, passando de US$ 1,75 bilhão nos cinco primeiros meses de 2007 para US$ 2,72 bilhões em igual período de 2008.
A mudança na política de distribuição de cotas de exportação de carne de frango para a União Européia , nas quais incide imposto menor, vai elevar o valor médio do produto brasileiro vendido para o bloco. Nas próximas semanas, o governo brasileiro deverá informar como irá distribuir as licenças para 341 mil toneladas de carnes de frango entre as empresas exportadoras do Brasil.
Segundo Christian Lohbauer, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Carne de Frango (Abef), a tonelada do peito de frango salgado deixará de ser vendida por US$ 2.900 para ser negociada a um valor próximo de US$ 4.000. A forte valorização do produto brasileiro é explicada pelo fato de o governo brasileiro ser o responsável por distribuir a cota entre as empresas nacionais. Até agora, era a União Européia que distribuía as cotas de importação entre as empresas pertencentes ao bloco. Essa situação, no entanto, criou um mercado de vendas de cotas entre empresas européias e quando a empresa importadora negociava a compra de carne brasileira ela descontava o valor da cota, comprada no mercado paralelo. Cada cota era negociada entre 500 e 600 euros, valor que era descontada do exportador brasileiro.
O Brasil deixou de ganhar nos últimos doze meses cerca de US$ 350 milhões devido a essa diferença de preço. Acreditamos que os novos valores poderão ser praticados ainda este ano pelas empresas brasileiras, afirma Lohbauer.


