Agência Estado
De São Paulo
As exportações de carne bovina do Brasil atingiram, no mês de fevereiro, o volume de 39,022 mil toneladas, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior e compilados pela FNP Consultoria. O volume é 26,20% superior às 30,9 mil toneladas registradas em igual período de 1999 e 66% superior às 23,53 mil toneladas registradas em fevereiro de 1998. Do total exportado de 39,022 mil toneladas, 16,6 mil toneladas foram de carne in natura e 22,368 mil toneladas foram de carne industrializada. O volume de carne in natura cresceu 62,7% em relação às 10,2 mil toneladas registradas em fevereiro de 1999 enquanto as exportações de carne industrializadas cresceram menos, apenas 8%.
No mês de fevereiro, a receita cambial com as exportações ficaram, no total, em US$ 53,86 milhões, uma alta de 10,18% em relação aos US$ 48,883 milhões obtidos em igual período de 1999. A receita obtida com as exportações de carne in natura ficaram em US$ 35,8 milhões, alta de 35,6% em relação aos US$ 26,4 milhões registrados em fevereiro de 1999. A receita com a venda externa de industrializados ficou em US$ 17,9 milhões, queda de 20,16% em relação aos US$ 22,42 milhões verificados em igual período de 1999.
Apesar do aumento das exportações de carne industrializada em 8%, as receitas decorrentes caíram 20,16% devido à queda do preço médio pago pela tonelada do produto. A queda, no período, foi de 25,6%, caindo de US$ 1.083 para US$ 805 por tonelada. O preço médio cobrado pela tonelada de carne in natura, em fevereiro de 2000, ficou em US$ 2.153 , menor em 17% aos US$ 2.592 por tonelada praticados em fevereiro de 1999.
Segundo José Vicente Ferraz, da FNP Consultoria, uma das razões pelas quais as exportações de carne in natura estão crescendo mais que as vendas de industrializadas é o preço elevado da carne bovina praticado no mercado interno. ‘‘Como o preço interno está elevado, o exportador consegue uma margem maior no tipo de carne que possui um valor também mais elevado no mercado externo, que é a carne in natura’’, disse ele. Isto porque, segundo ele, o preço mais elevado no mercado interno dá mais terreno para o exportador atuar e garantir a sua margem de lucro.
As exportações brasileiras de carne bovina acumuladas nos dois primeiros meses de 2000 ficaram em 78,748 mil toneladas, 38,4% superior às 56,9 mil toneladas exportadas em igual período de 1999, segundo dados da Secretaria do Comércio Exterior. Deste total, 49,36 mil toneladas foram de carne industrializada e 29,38 mil t de carne in natura. O volume de carne industrializada exportada cresceu 20% no período, enquanto o volume de carne in natura registrou um crescimento de 86%.
A receita total obtida com as exportações de janeiro e fevereiro ficaram em US$ 101,62 milhões, alta de 17% em relação aos US$ 86,5 milhões registrados em igual período de janeiro e fevereiro de 1999. As exportações acumuladas de carne in natura obtiveram uma receita de US$ 61,4 milhões, 47% maior que os US$ 41,8 milhões verificados em igual período de 1999. As exportações acumuladas de carne industrializada renderam US$ 40,2 milhões, menor em 10,6% que os US$ 45 milhões registrados em janeiro e fevereiro de 1999.Volume de venda de carne in natura cresceu 62,7% em relação a fevereiro de 99; exportação da carne industrializada aumentou só 8%
Arquivo FolhaMAIOR VALORUma das razões para o crescimento na exportação de carne in natura é o preço elevado da produto praticado no mercado interno