A exportação de carne bovina brasileira começou 2014 com fôlego novo em comparação ao ano passado. De acordo com dados levantados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) – que reúne 26 empresas do setor, responsáveis por 95% da carne negociada para mercados internacionais – o mês de janeiro registrou um total de 130,4 mil toneladas negociadas, somando US$ 555,8 milhões em faturamento. Os valores representam elevações de 11,7% em volume e 7,4% em faturamento, no comparativo com janeiro de 2013.
Dentre os produtos exportados, a carne in natura continua sendo a categoria de produtos brasileiros mais desejada pelos importadores em todo mundo, atingindo um faturamento superior a US$ 458,8 milhões, totalizando 105,1 mil toneladas. Na sequência, estão os miúdos, com US$ 54,8 milhões (17,9 mil toneladas), e tripas, com US$ 5,3 milhões (1,1 mil tonelada).
Como foi recorrente durante todo o ano passado, Hong Kong foi o principal mercado para a carne brasileira neste início de 2014, com as compras totalizando US$ 125 milhões (ou 31 mil toneladas), seguido da Rússia, União Europeia, Venezuela e Irã. "No ano passado, exportamos US$ 6,6 bilhões, um recorde para a entidade. O Brasil hoje passa por um processo de evolução no estado sanitário, com status de risco insignificante. Além disso, o câmbio está favorável ao exportador", explica o diretor executivo da Abiec, Fernando Sampaio. Ainda segundo informações da entidade, também merecem destaque as expansões dos negócios para o Egito (incremento de 106%) e Emirados Árabes (+ 57,8%).
Até o final do ano, a expectativa da Abiec é atingir a marca de US$ 8 bilhões exportados. Para isso, a entidade aposta na manutenção do seu status sanitário, assim como a abertura de novos mercados, como os Estados Unidos. "As negociações com os norte-americanos avançaram e queremos exportar carne in natura para lá neste primeiro semestre. Ainda temos dificuldade para acessar os grandes países compradores, como Estados Unidos, Canadá, Coreia do Sul e Japão. Estamos fora dos principais mercados devido a um protecionismo disfarçado de questões sanitárias. Cabe a nós continuarmos as negociações."

Imagem ilustrativa da imagem Exportação de carne bovina cresce 11,7% em janeiro



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