Exportação de carne bovina cresce 11,7% em janeiro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
A exportação de carne bovina brasileira começou 2014 com fôlego novo em comparação ao ano passado. De acordo com dados levantados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) que reúne 26 empresas do setor, responsáveis por 95% da carne negociada para mercados internacionais o mês de janeiro registrou um total de 130,4 mil toneladas negociadas, somando US$ 555,8 milhões em faturamento. Os valores representam elevações de 11,7% em volume e 7,4% em faturamento, no comparativo com janeiro de 2013.
Dentre os produtos exportados, a carne in natura continua sendo a categoria de produtos brasileiros mais desejada pelos importadores em todo mundo, atingindo um faturamento superior a US$ 458,8 milhões, totalizando 105,1 mil toneladas. Na sequência, estão os miúdos, com US$ 54,8 milhões (17,9 mil toneladas), e tripas, com US$ 5,3 milhões (1,1 mil tonelada).
Como foi recorrente durante todo o ano passado, Hong Kong foi o principal mercado para a carne brasileira neste início de 2014, com as compras totalizando US$ 125 milhões (ou 31 mil toneladas), seguido da Rússia, União Europeia, Venezuela e Irã. "No ano passado, exportamos US$ 6,6 bilhões, um recorde para a entidade. O Brasil hoje passa por um processo de evolução no estado sanitário, com status de risco insignificante. Além disso, o câmbio está favorável ao exportador", explica o diretor executivo da Abiec, Fernando Sampaio. Ainda segundo informações da entidade, também merecem destaque as expansões dos negócios para o Egito (incremento de 106%) e Emirados Árabes (+ 57,8%).
Até o final do ano, a expectativa da Abiec é atingir a marca de US$ 8 bilhões exportados. Para isso, a entidade aposta na manutenção do seu status sanitário, assim como a abertura de novos mercados, como os Estados Unidos. "As negociações com os norte-americanos avançaram e queremos exportar carne in natura para lá neste primeiro semestre. Ainda temos dificuldade para acessar os grandes países compradores, como Estados Unidos, Canadá, Coreia do Sul e Japão. Estamos fora dos principais mercados devido a um protecionismo disfarçado de questões sanitárias. Cabe a nós continuarmos as negociações."

Continue lendo:
- Paraná está habilitado a vender para a Rússia


