Exportação da carne suína cresce 18,4% no Paraná
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Se o cenário das exportações de carne suína no País não é o mais positivo neste início de 2015, o Paraná mostra boa recuperação frente aos anos anteriores e mantém os números no azul no primeiro quadrimestre. Entre janeiro e abril, o Estado exportou 15,2 mil toneladas, contra 12,9 mil do mesmo período do ano passado, alta de 18,4%. Em relação à receita, o crescimento foi um pouco mais tímido: de US$ 33,3 milhões para US$ 36,8 milhões, elevação de 10,4%.
Por outro lado, a média brasileira não se mostra interessante até o momento. No saldo geral, os embarques de carne suína despencaram 14,1% em volume no quadrimestre em comparativo ao mesmo período de 2014, fechando 134,8 mil toneladas. Em receita, a redução foi de 23%, atingindo US$ 319,6 milhões. O percentual da retração, entretanto, foi menor no mês de abril, com o embarque de 42,1 mil toneladas (-3,3%) e receita de US$ 93,9 milhões (-21,7%). Os números foram levantados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
O técnico do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), que trabalha com os números da suinocultura, Edmar Gervásio, explica que o crescimento das exportações no Estado está balizado na compra elevada de alguns países neste início de ano. "Cingapura, por exemplo, comprou neste primeiro quadrimestre 1,4 mil toneladas, 74% a mais do que o ano passado. Já as compras do Uruguai aumentaram 17%, atingindo 3,18 mil toneladas. Por fim, ainda que de forma mais tímida, a Rússia voltou a comprar do mercado paranaense e isto começou a refletir nos números".
Vale dizer que a recuperação era esperada. Os anos anteriores foram de retração forte nas exportações paranaenses do produto. Em 2013, a queda foi de 20%; em 2012, os números fecharam no vermelho em 12%. "A expectativa é que este ano a recuperação fique até maior do que estamos vendo. A ideia é que voltemos a exportar nos mesmos patamares de 2011, quando fechamos com 61 mil toneladas. Pela projeção atual, devemos fechar o ano entre 52 e 53 mil toneladas", explica o técnico do Deral.
Já a média nacional dos preços comercializados no mercado externo estão na casa dos US$ 3,21 o quilo. No Paraná, o valor é inferior, algo em torno de US$ 2,45 no primeiro quadrimestre, retração de 5,4% em comparativo a 2014. "De qualquer forma, a alta do dólar tem compensado esse pagamento inferior".
No que diz respeito à produção paranaense, Gervásio aposta na estabilidade, algo em torno de 610 mil toneladas de carne, 19% do montante total do País. O plantel do Estado é de 5,5 milhões de animais, segundo dados do IBGE de 2013.
Os valores devem começar a ficar mais sólidos a partir de julho e agosto, quando os suinocultores intensificam a produção para o final do ano. "A exportação tem melhorado, mas a economia interna não. Como o preço da carne bovina está maior, resta saber se o consumidor irá migrar para a carne suína ou para carne de frango", complementa.



