Uma empresa brasileira que se disponha a exportar vai ter de enfrentar logo de saída problemas de logística para conseguir embarcar seus produtos, além de custos mais elevados sobre outros países. Uma análise da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério de Desenvolvimento indica que a despesa com as operações logísticas (frete, armazenamento de carga, trâmites e desembarço aduaneiros) pode ser o dobro em relação aos demais países exportadores.
‘‘O Brasil não consegue acompanhar a evolução da logística’’, reconheceu ontem o chefe de financiamento e transportes do Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex), José Manoel Cortiñas Lopez. Ele esteve em Curitiba para participar do 7º Seminário Empresarial de Comércio Exterior do Paraná.
Segundo Lopez, os problemas com a logística são antigos e refletem hoje equívocos do passado, entre eles o investimento prioritário no transporte rodoviário, esquecendo as ferrovias e a navegação fluvial. ‘‘As empresas que estão longe dos portos e dos aeroportos perdem muito em competitividade na hora de exportar’’, comentou.
O transporte e a logística, até o momento em que a mercadoria é entregue no país de destino, representa de 16% a 20% no custo de exportação para uma grande empresa e pode chegar a 40% para a pequena exportadora. Como solução para reduzir as despesas, o chefe de financiamento e logística diz que uma das alternativas é as empresas se agruparem em consórcios ou cooperativas.

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