Exportação bate importação no Porto
Carmem Murara
De Curitiba
Os reflexos da desvalorização cambial somente agora começam a ser sentidos no setor de exportação. Pelo menos é o que demonstra a movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), grupo privado que detém a concessão do terminal, registrou em dezembro o primeiro saldo positivo entre exportação e importação dos últimos anos. Foram exportados 8.804 Teus (Twenty Equivalent Unit) unidade padrão internacional que equivale a um contêiner de 20 pés contra uma importação de 6.817 Teus. Em janeiro, o superávit deve se repetir.
A maioria das cargas exportadas foi madeira beneficiada, com 55% do total. O produto é vendido para países europeus com Espanha e Alemanha e para Estados Unidos e Canadá. Outra mercadoria que ganhou destaque nas vendas para o exterior foram os congelados, com 25%.
O diretor comercial da TCP, Marcelo Marder, disse que foram implantados no terminal 324 tomadas elétricas industriais, que permitem manter um contêiner refrigerado.
A movimentação de contêineres cresceu 22,7% em Paranaguá no ano passado em relação a 98. Mas com exceção de dezembro, em todos os meses a importação superou a exportação. Foram importados 95,7 mil Teus e exportados 85,0 mil Teus. O maior aumento das importações foi registrado entre os meses de agosto e outubro, quando houve maior entrada de peças automotivas no Estado. Uma média de 70% dos contêineres que chegam em Paranaguá trazem peças para as montadoras Volkswagen/Audi, Renault e Chrysler.
O Porto de Paranaguá ocupa hoje a quarta posição em movimentação de contêineres no País (180 mil Teus/ano), atrás de Santos com 800 mil, Rio de Janeiro com 204 mil e Rio Grande com 196 mil.





