A 51 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina terminou ontem em clima de otimismo. Embora o balanço geral só será divulgado na próxima semana, o presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Gustavo Andrade e Lopes, disse ter convicção que o evento baterá a meta de movimentação estimada em R$ 200 milhões. Também espera-se um recorde de público, acima de 480 mil pessoas nos 10 dias de feira.
O otimistmo do presidente da SRP encontra eco nas concessionárias de maquinários e veículos utilitários que montaram seus estandes no evento. Todos os responsáveis por vendas ouvidos pela FOLHA ontem à tarde indicaram que a comercialização superou as expectativas.
Presente há mais de 40 anos na feira, a concessiária Tork, que vende maquinário da marca Valtra, comemorou o bom resultado das vendas. O gerente de comercialização, Wilson Naldi, disse que ainda não tinha um balanço geral. Mas destacou que a expectativa inicial da empresa era vender ''entre 4 e 6'' equipamentos para pulverização agrícola. ''Mas vendemos pelo menos o dobro'', revelou. Nada mal para o comércio de veículos que custam entre R$ 340 mil e R$ 520 mil.
''O produtor tem hoje muita facilidade de crédito, como o Finame/PSI (linha do BNDES). E neste ano, o Banco do Brasil ofereceu condições ainda melhores durante a feira. Em vez de 6, deu 10 anos de prazo de financiamento para quem comprasse na Expo'', contou.
No concorrente Horizon, concessionária da marca John Deere, o crescimento foi de 5% nesse ano. ''É um bom resultado considerando que o ano passado já foi muito bom para nós'', disse o gerente de vendas Evandro Pinho. Ele também creditou o bom resultado à facilidade de crédito e à melhora na renda do produtor. A loja vendeu, segundo ele, pelo menos meia dúzia de colheitadeiras, que custam entre R$ 320 mil e R$ 600 mil.
Na concessionária Mizumi, da Mitsubishi, foram vendidos 10 veículos durante o evento. Mas o supervisor de vendas, José Luís Leite, acredita que esse número possa chegar a 25 ou 30 no pós-feira. Ele não divulgou o resultado em reais. Mas, considerando-se que a loja só vende utilitários traçados, que custam entre R$ 90 mil e R$ 190 mil, o movimento total será de, no mínimo, R$ 2,2 milhões. ''O mercado está muito bom para nós'', afirma.
Já na Metronorte, concessionária Chevrolet, o movimento foi 20% superior em relação a 2010. A loja vendeu cerca de 170 veículos utilitários. Boa parte deles pelo Plano Safra. Segundo o gererente comercial Claudio Felismino, trata-se de uma parceria da loja com a Agrocen Comércio de Cereais, pela qual o agricultor dá uma pequena entrada e paga o restante com sacas de milho e de soja.
No caso de um veículo Montana, por exemplo, o produtor dá entrada de R$ 7 mil e paga o restante (cerca de R$ 25 mil) com 480 sacas de milho, em setembro deste ano, e 480 sacas de soja, em abril do ano que vem. ''Nosso programa virou case nacional'', revelou Felismino.
Na Vernie, da Citroen, o supervisor de Vendas, Fabiano Andreatta, acreditava que, até o fim do dia, iria atingir a projeção de vender 25% a mais em relação a Expo anterior. Isso significaria um volume de 70 utilitários. ''Já podemos considerar que a feira foi um suceso total'', comemorou.
A Concessionária Londrina Caminhões, da marca Mercedes-Benz, fez 25 negócios durante a feira, sendo 14 da linha de furgões e utilitários Sprinter. De acordo com o consultor de Vendas Gustavo Costa o resultado é ''excelente'' tendo em vista que a marca ficou 10 anos fora da Expo, tendo retornado no ano passado.

mockup