A estimativa dos organizadores da ExpoLondrina, que começa nesta sexta-feira (4), é que sejam gerados mais de 9 mil empregos diretos e indiretos durante a feira. Mas os impactos econômicos não ficam concentrados dentro do Parque Ney Braga Eventos. A economia da cidade é diretamente impactada. A rede hoteleira, por exemplo, está com 90% da sua capacidade de ocupação e deve chegar aos 100% até o fim da Expo.

O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadre, ressalta que a indústria de turismo de negócios e entretenimento é a mais rápida para trazer dinheiro para a cidade. “É uma gama de dinheiro que vem de fora e que fica aqui”, afirmou. Segundo ele, um dos requisitos para contratação de mão de obra para a feira é a apresentação de comprovante de residência. “Temos essa preocupação social de trazer divisas para a cidade”, disse.

O diretor do Sindhoteis Londrina Patronal, Guilherme Simões, afirmou que a ExpoLondrina desempenha um papel fundamental na dinamização da economia local, especialmente no setor hoteleiro, que se beneficia do aumento do fluxo de visitantes.

“A ExpoLondrina serve como uma vitrine de toda a cidade para que o agro se fortaleça ainda mais, atraindo investimentos e visitantes para a nossa região, e a hotelaria não fica de fora, além disso, a exposição contribui para a movimentação de outros segmentos, como restaurantes e comércio local”, afirmou Simões.

O impacto da ExpoLondrina no setor hoteleiro não se limita aos dias do evento. A demanda aumenta na semana pré-evento, com os profissionais envolvidos na montagem dos estandes, assim como no pós-feira, pois muitos permanecem na cidade por mais alguns dias.

Apesar da feira proporcionar uma estrutura gastronomia, o presidente da Abrasel Norte do Paraná, Henrico César Tamiozzo, afirmou que os bares e restaurantes situados fora do parque, sentem um leve aumento na demanda. “Temos duas visões: os estabelecimentos da área de entretenimento, como os bares, perdem um pouco de público, mas no dia a dia, muita gente vem para cá e aproveita para conhecer a cidade e ele vai almoçar ou jantar fora do parque”, comentou Tamiozzo. Este ano, a Abrasel está com um lounge na ExpoLondrina para receber os associados e visitantes.

A ACIL (Associação Comercial e Industrial de Londrina) destaca a importância da feira para a economia local. Por meio de nota, a presidente da entidade, Vera Antunes, escreveu que “a ExpoLondrina é um evento de expressão internacional, que atrai muita gente para a cidade e posiciona Londrina como um pólo não só do agro, mas também de tecnologia, inovação, pesquisa, turismo, entretenimento, negócios, gastronomia e eventos. Toda essa movimentação atrai investimentos e visitantes, aquecendo a economia da cidade.”

Imagem ilustrativa da imagem ExpoLondrina movimenta a economia além dos muros do parque
| Foto: Anderson Coelho/iStock

A nota continua dizendo que “o comércio e os serviços precisam se preparar para aproveitar esse momento, conquistar novos clientes e prospectar negócios. Uma boa ideia é entrar no clima da Expo, com decoração, produtos, combos e conteúdos temáticos para tentar impulsionar as vendas. A ExpoLondrina é um ativo para a cidade e precisa ser aproveitada de forma estratégica, pois sua influência suplanta o parque e se espalha por toda a região.”

O secretário municipal de Planejamento, Marcos Rambalducci, reforça o papel da feira na geração de empregos na cidade. “São mais de 9 mil empregos diretos e indiretos, que trazem dinheiro de fora para a cidade, trazem recursos e impostos”, afirmou o secretário.

Este ano, a Prefeitura de Londrina terá um estande na Exposição para receber políticos e empresários e buscar novos negócios no agro e na cadeia produtiva. Os impactos da feira na cidade, principalmente na rede hoteleira, que está com a ocupação praticamente esgotada, segundo Rambalducci, demonstra que Londrina ainda não está preparada para atender a demanda de grandes eventos, mas que a cidade precisa olhar para o turismo de negócios e eventos. “A feira mostra o potencial que temos para atuar na área de turismo, trazendo eventos de maneira saudável”, afirmou o secretário.

AEROPORTO

A ExpoLondrina impacta positivamente até mesmo a movimentação no Aeroporto de Londrina, administrado pela CCR Aeroportos. Nos últimos dois anos, o mês da feira registrou um pico de movimentação de aeronaves de pequeno e médio porte no pátio e nos hangares do terminal – e esse número vem numa crescente.

Em 2023, foram registrados 954 pousos e decolagens no mês de abril, um aumento de 20% em relação a 2022. Já em 2024, o número de voos no período chegou a 984, representando um crescimento de 3,1% em relação ao ano anterior. Os dados são do Anuário Estatístico de Tráfego Aéreo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

As aeronaves têm como principais origens o Aeroporto de Bacacheri, em Curitiba, também administrado pela CCR; o Aeroporto Regional do Oeste, em Cascavel; o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo; o Aeroporto Francisco Lacerda Junior, de Cornélio Procópio; e o Campo de Marte, também na capital paulista.

Na edição deste ano, espera-se uma movimentação expressiva, semelhante à dos anos anteriores, impulsionada pela presença de artistas, empresários e figuras públicas. O gerente interino do Aeroporto de Londrina, Wander Melo Junior, diz que o terminal está apto a receber, com conforto e segurança, o acréscimo de passageiros e acredita que eles devem se surpreender com as melhorias implementadas pela CCR Aeroportos.

“O Aeroporto de Londrina tem vocação para a aviação geral, e a ExpoLondrina é um momento muito aguardado devido ao aumento da demanda. Nossa equipe está muito empenhada em proporcionar a melhor experiência aos visitantes”.

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