Maringá - O clima de otimismo em relação a público e volume de negócios marcou ontem a solenidade de abertura oficial da 35 Exposição Agropecuária e Industrial de Maringá (Expoingá). A organização do evento espera atrair este ano - a feira vai até o próximo dia 20 - pelo menos R$ 100 milhões em negócios: R$ 60 milhões durante o evento e R$ 40 milhões posteriormente. A expectativa de visitantes também é superior à do ano passado: 500 mil visitantes. Ao todo, são 350 empresas presentes nas áreas interna e externa, 7 mil animais à venda e pelo menos 5 mil empregos diretos gerados.
Nos discursos, tanto representantes da Sociedade Rural de Maringá (SRM) quanto o vice-governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), se referiram aos fatos que prejudicaram a agropecuária paranaense em 2006 como ''os apagões do ano passado'' - referência sobretudo à febre aftosa e aos efeitos da seca prolongada, nas lavouras de soja.
''Tivemos dois anos de crise na pecuária e na agricultura. Agora, como choveu e como os problemas têm sido superados, as safras estão sendo boas e os pecuaristas estão investindo mais em qualidade genética dos rebanhos, devemos suplantar todas as feiras anteriores'', prevê o presidente da SRM, Joaquim Romero Fontes.
Prestes a completar 91 anos, Fontes - primeiro associado da entidade e também primeiro presidente, há 28 anos, e hoje no terceiro mandato - acredita que a tendência no Estado, e também na região de Maringá, é o investimento na qualidade do produto, em sobreposição ao volume da produção. ''É preciso haver essa especialização naquilo que é produzido - é preferível ter menos produto, mas produto muito bom, que muito, com qualidade inferior. Essa é a aposta''.
Na programação artística, a atração de hoje na Expoingá é o grupo de pop rock CPM 22; amanhã, é a vez da dupla sertaneja César Menotti e Fabiano. Os shows começam às 21 horas, e os ingressos custam R$ 16 e R$ 8 (meia entrada). (J.G.)

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